22 de nov. de 2014

**Prólogo**

Isso é deprimente! Pensei. Já era a segunda noite em que passo em claro pensando nos meus erros, como por exemplo; Salvar um garoto de ser espancado pelo o idiota do meu ex namorado, ser amiga do garoto e me apaixonar perdidamente por ele,(Olha, nessa época eu só tinha 11 ou 12 anos de idade.), esses foram os meus erros fatais.
 Enxuguei minhas lágrimas com a borda do meu moletom fazer Superman, ainda assim, continuei a chorar. Minhas coisas estavam espalhadas pelo chão do meu quarto, se minha mãe estivesse aqui, ela diria que o Tornado Vermelho andou revirando meu quarto, essa era a única lembrança feliz desdo dia em que Ele apareceu.
Sinceramente, eu amo as músicas dele e dos novos melhores amigos dele, principalmente "Summer Love". Logo a música parou e minha irmã, Grace apareceu encostada na porta do meu quarto. Ela é a única que sabe da minha paixão platônica pelo meu melhor amigo.
Grace adentrou em meu quarto com cuidado, para não quebrar nada que estava espalhado pelo chão, ela pigarreou e disse:

- Você sabe o quanto eu odeio te vê assim, né, Hope? -Grace se sentou ao meu lado na cama.-
- Desculpa Grace, mas é que o Liam...ele...
- Não precisa fala mais nada, Hope. Você não o esqueceu.

Por mais incrível que pareçam, Grace estava certa, na verdade ela está sempre certa, e eu sei que ela sabe disso.

Londres, Casa dos meninos da One Direction.

Liam P.O.V

Finalmente, férias, isso é tudo que eu e os meninos queriamos. Harry e Zayn brigavam pelo espelho do banheiro, Niall na cozinha, comendo tudo que tiver na geladeira, Louis jogado no sofá assistindo "How I Meet Your Mother" e eu revendo nossos planos para ir á Wolverhamptom visitar minha família e os Lancaster. 

- Então, Liam, Quando vamos para Wolverhamptom? -Perguntou Niall, aparecendo na sala com um saco de batatas Ruffles nas mãos.-
- Niall tem razão. Liam, Quando vamos conhecer a tal Hope Lancaster? Sera que ela é gata? Ela tem irmã, Liam? -Agora foi a vez do Harry aparecer. Ele estava descendo as escadas enquanto falava.-
- Logo, logo Harry, e sim ela é muito bonita e ela tem uma irmã, a Grace.

Casa dos Lancaster's, Wolverhamptom.

Hope P.O.V

Grace está certa, não vai adiantar nada ficar aqui trancada, chorando que nem a Sra. Nicols, minha ex-professora de literatura que acabara de terminar seu namoro como também meu ex-professor de História, Sr. Flobis(Naquela época, todos os seus alunos o chamavam de Floros, por causa de suas poucas espinhas e do seu perfume de petúnia. Eca!!!), mas enfim, Grace e eu iramos até o cinema, assisti "The Fault In Our Stars" ou simplesmente, "A Culpa é das Estrelas"
                                                ...
Nossa tarde estava sendo perfeita, primeiro; fomos ao cinema juntas pela primeira vez desdo dia em que me formei em arquitetura, na Universidade de Oxford, segundo; fizemos algumas comprinhas e terceiro; andamos por toda Wolverhamptom até pararmos numa praça próxima ao aeroporto.
Isso é uma coisa tipicamente de irmãs!


Aeroporto de Wolverhamptom

Liam P.O.V

A viagem fora um pouco longa, mas revigorante pra mim, não sei se os meninos sentiram a mesma coisa. Agora estávamos em Wolverhamptom, Niall e Louis foram os primeiros a sair do avião, seguidos por Harry e Zayn, e por último, eu.
Louis havia alugado um carro para nós, coisa que eu nunca tinha pensado, mas enfim, ficamos assim; Niall, Zayn e Harry no banco de trás, eu no banco do carona e Louis no volante(Perigo constante.)

- Essa praça é muito bonita! -Exclamou Niall, admirado com a beleza das árvores.-
- É, isso é lindo mesmo, Liam, você é sortudo por ter nascido num lugar tão lindo como Wolverhamptom. -Comentou Harry.-
- Louis pára o carro, agora. -Pedi olhando fixamente para um dos bancos da praça.-
- Que foi Daddy? -Perguntou Louis, assustado com meu comportamento.-
- Não pode ser. -Sussurei, saindo do carro que estava parado perto da entrada da praça.-
- Não pode ser o que, Liam? -Perguntou Zayn, também assustado.-
- HOPE!!! -Gritei para uma das meninas que estavam sentadas em um dos bancos da praça com alguns sacolas em volta delas.
- Liam, o que você tá querendo? Chamar a atenção dos paparazzis!-Reprendeu me Harry.-
- HOPE!! -Gritei novamente só que desta vez ela se virou e me viu, era ela, a minha Hope Lancaster.-

Hope P.O.V

- Liam...



Continua...

5 de ago. de 2014

Capítulo 15 - Fada Azul

Voice's Stéfane
- Stéfane? - Vany me olhou confusa. - Você pintou o cabelo? A mecha deveria ser azul. - Ri. - E que tanto pó é esse nessa sua cara? Está sendo palhaça em algum circo? - Soluço riu e eu coloquei os 'presentes' que ganhei no chão e fui até elas, ajudando-as a saírem da água. - Onde a gente tá?
- Fomos sequestradas por um louco que dizia ser o Jack Frost. - Jayle olhou para os meus olhos e depois riu. - Essas lentes são estranhas. Verde em cima azul em baixo, gostei.
- Não é lente. - Jack disse, ele estava sentado no galho de uma árvore. - E eu sou mesmo o Jack Frost, já provei isso a vocês. - Jack desceu da árvore e veio até mim, me abraçando apertadamente. - Senti saudades! Quero que você conheça mais dois novos amigos para você. - Iria falar algo, mas de cima da árvore caíram dois garotos. Eles não pareciam ser daqui, e certamente estavam assustados.
- Anote aí Asriel, eu odeio subir em árvores. - Disse o mais velho. Eles me pareciam ser legais. - Onde nós estamos?
- Em Berk. - Soluço os respondeu. Jayle e Vany arregalaram os olhos e olharam bem para Soluço e Jack, eu sabia o que elas estavam pensando.
- Sei o que estão pensando, também não acreditei de primeira. - Peguei as coisas do chão e Soluço me deu a mochila, certamente tinha mais alguma coisa ali. Coloquei o livro e as duas facas. Coloquei a aljava nas costas e fiquei com o arco na mão mesmo. - Foi bom Jack ter trago vocês aqui, mas nós vamos voltar para casa agora.
- Espera! Você tem permissão para voltar pra casa? - Jack perguntou.
- Sim, o Soluço deixou. - Respondi com um sorriso.
- Você tá bem ou o Pan roubou seu corpo também? - Soluço não respondeu e olhou para mim. Lembrar que Pan estava morto me fazia ficar deprimida. Jack percebeu o clima tenso, e as meninas estavam confusa, o mesmo os dois garotos. - O que foi que aconteceu?
- O senhor das Trevas matou Peter Pan, então não é muito bom falar sobre o Pan perto da Stéfane, ela está triste. - Soluço o respondeu.
- Me desculpa Stéfane, eu não sabia.
- Não se preocupe, tudo vai ficar bem. Só será difícil quando eu recuperar as minhas memórias. Te vejo segunda-feira à tarde.
- Mas e as nossas aulas? - Ele perguntou.
- Vamos ter que mudar o calendário. - Ele sorriu e eu reparei que ele encarava as minhas asas no qual eu quis que aparecessem para ele poder ver. Vany se aproximou e ficou mexendo delas, decidi brincar e dei um tapa na sua cara com a asa.
- Ai! - Ela gritou. - Só estava olhando.
- Olhando com as mãos, sei. - Jayle riu. - Seria legal ficar mais um pouco e apresentar Jayle e Vany a todos, mas eu realmente preciso ir. Tenho saudades do meu computador. - Soluço revirou os olhos, eu vivia reclamando que aqui não tinha internet.
- Queria dizer que eu só trouxe elas pra poder ir embora? - Jack resmungou.
- Eu iria trazer elas mesmo e você fez um favor pra mim. -  Eu o empurrei, o fazendo rir. - Pelo que entendi você é Asriel e você? Quem é?
- Sou Rick. - Sorri.
- É um prazer em conhecer os dois. Acho melhor nós irmos meninas. - As encarei e elas ainda encaravam Soluço e Jack. - Vocês tem tempo de sobra pra poder olhar pra esses dois.
- Vocês tem mesmo que ir agora? - Soluço fez um biquinho muito fofo.
- Ah nem vem mudar de ideia! - Ele riu. - Beijo pra quem fica! - Peguei um dos globos do Jack e o atirei no chão, fazendo com que um portal se abrisse. Eu finalmente voltaria para casa e veria meus pais, família e amigos.
...
Os dias se passavam com intensidade e Jack ficava feliz em ver que eu começara a lembrar dele quando era criança. Descobri que Pan havia feito muita coisa ruim, mas existia uma profecia de que apenas uma pessoa podia fazê-lo perceber que o caminho das trevas só o faria mal. Passei anos da minha vida acreditando que Peter Pan era um herói, e ainda acho que ele é. Ainda não entendi o motivo de ele ter trocado de corpo com Henry e ninguém me explicava direito o motivo. Alguns diziam que era por pura maldade, outros diziam que ele queria o coração do garoto para poder ser imortal.
Eu andava devagar e dava um oi para os habitantes de Berk. Iria pegar um navio com destino ao reino de Corona e arrastei Jayle e Vany para irem comigo. Elas ainda estavam um pouco desconfiadas por conta disso tudo e algo me dizia que elas tinham poderes mágicos. Digo isso pois Jack me disse que era possível. Soluço me permitia ir para os outros lugares, e eu ria quando ele dizia que eu estava sendo prisioneira dele quando ele se sentia inseguro de me deixar andar sozinha. Ás vezes considero Soluço como uma mãe, digo mãe pois a minha mãe me trata do mesmo modo que Soluço me trata. 'Não faça isso, pode se machucar!' 'Não poderá ir pra tal lugar, tenho medo de algo ruim acontecer com você!'. Confesso que isso me fazia me sentir em casa, já que passo a maior parte do tempo em Berk.
Meus pais não entendiam o motivo de eu ficar só para poder ir a escola, almoçar e depois ir embora. Nos fins de semana eu passo quase o dia inteiro com eles. Eu começara a passar um pouco mal, já que estava exagerando um pouco no meu tempo que posso ficar lá. Eu queria arrancar aquela maldita flor pela raiz.
- Corona é o reino de quem? - Perguntou Jayle.
- Acho que é da Rapunzel. - Vany olhou para mim e eu assenti. - Olha, eu sei de mais coisas dos contos de fadas do que eu achava que sabia.
- Na verdade eu disse onde era Corona pra você ontem. - Infelizmente tive que destruir o momento 'sou sábia' de Vany. - Jayle onde estava ontem? Não te vi em Berk? - Ela me olhou e logo depois cruzou os braços.
- Estava tomando uma dose de realidade. Minha família está estranhando eu estar saindo muito e de vez em quando voltar para casa com um arranhão do seu Terror Terrível ridículo.
- Ele só quer brincar. - Vany disse colocando a mão no ombro de Jayle. Eu a encarei e abaixei a cabeça.
- Não sabia que seria tão difícil assim para você aceitar que fazemos parte de dois mundos agora. Rick e Asriel acham que você não está gostando de conviver com os seus personagens de contos de fadas preferidos.
- Gostar eu estou gostando. Jack é muito legal e mais irritante do que aparenta ser. Mas é que isso tudo é loucura! Eu nunca imaginei que o Soluço, Banguela, Elsa e Jack existissem. E por falar na Elsa ela é uma louca que acha que o nome dela é Sara.
- Ela só queria ter nascido do outro lado da barreira.
- Mas ela não nasceu! Ela tem que se acostumar que o lugar dela é aqui!
- Eu já me acostumei que meu lugar é aqui. - Olhamos para trás e vi Elsa sentada na borda do navio, ela parecia triste. Olhei para Jayle e ela estava de olhos arregalados, provavelmente se sentindo culpada por Elsa estar triste. - Só vim trazer uma coisa que o Soluço mandou, Stéfane. - Ela me entregou um Elmo, então lembrei que Soluço disse que iria me dar uma surpresa viking. - Ele disse que agora você vai se sentir parte da ilha de Berk. Bem... Eu já vou indo. - Elsa monteu em Tempestade e foi para o caminho de Arendelle.
- Eu... Eu não queria tê-la magoado.
- Não se preocupe, eu também fiz muita besteira quando cheguei aqui.
...
Corona estava cada dia mais alegre, nem parecia que um mal estava prestes a vir. Os guardiões se preparavam pois segundo o Homem da Lua uma ameaça estava por vir. Me separei das meninas já que elas iriam comprar comida e eu iria comprar algumas roupas. Amo roupas. Encontrei um vestido verde que me lembrou muito sininho. Soluço disse que tinha gente me procurando, me procurando para matar-me. E para me esconder eu tinha que ter uma roupa que fizesse eu ficar parecida com o povo daquelas terras. Minhas roupas modernas entregariam o plano de me esconder. Eu já vesti algumas roupas do Soluço, algumas que não davam mais nele por conta do seu crescimento. Faz pouco tempo que recusei, não ficava bem uma garota vestir uma roupa de menino. O vestino que escolhi era bem simples e assim que comprei eu o vesti imediatamente.
Combinei de encontrar as meninas no centro de Corona. E sei que elas demorariam pois ficariam encantadas com a magia. Bom, pelo menos Vany ficaria. Andava despreocupada com o mundo a minha volta quando ouvi um bater de asas. Vire-me e vi uma linda fada, suas roupas eram azuis, lindas roupas azuis. Ela me encarou com um sorriso no rosto. Olhei bem para ela e percebi que era a Fada Azul. Ela se aproximava e logo deixou de ser uma miniatura e ficou do tamanho de uma pessoa normal.
- Não adianta esconder, eu sei exatamente qual é o seu desejo. - Eu a olhei confusa, não sabia muito bem do que ela estava falando. - Já faz quase um mês que ele está morto. E eu sei que você faria tudo para poder fazê-lo voltar a vida.
- Como sabe de todas essas coisas? - Perguntei a encarnado. Olhei a minha volta e não havia ninguém. Era como se todas as pessoas tivessem desaparecido.
- Eu ouço os desejos das pessoas e meu dever é realizá-los. Infelizmente eu não posso trazer Pan de volta. - Abaixei a cabeça. - Mas tenho uma coisa que pode. Está preparada para o que vai ouvir?
- Faço qualquer coisa para trazer Peter Pan de volta a vida.

29 de jul. de 2014

Past Memories Conto 14: Memórias do Passado

Voice's Peter Pan
A última coisa que eu me lembro é de cair no meio da floresta. Abri meus olhos e fechei, fiz isso inúmeras vezes, tentando me acostumar com a claridade. Havia amanhecido, e eu não estava mais na floresta. Sabia que tinha alguém ao meu lado, não só uma pessoa, mas sim várias. Virei-me para encará-las e vi Soluço, Elsa, Astrid e Rumpelstiltskin. Astrid estava com uma espada, Elsa se preparando para congelar algo, Soluço com um escudo e Rumpelstiltskin com absolutamente nada.
Me levantei, bem devagar. Estava cansado e a claridade não estava colaborando com isso. Quando me levantei, eles apontaram armas para mim, mas eu nem liguei para isso. Estava ocupado demais em saber quantos anos Stéfane teria agora e como estaria sua aparência. Quando mais nova, não tinha muita bochecha, e eu duvido ela ter agora que está mais velha. Continuei ignorando as armas apontadas para mim e encarei-os. Alguém entrou no local onde eu estava, que na verdade era uma barraca.
- Stéfane disse que está na floresta, e não quer ajuda para vir, pretende vir andando mesmo. - Era Larissa, uma garota que podia controlar as plantas.
- Ela já percebeu que tem um dragão com ela? - Soluço a perguntou.
- Infelizmente ela ainda não está acostumada a voar em dragões, e você deveria saber muito bem disso. - Astrid o respondeu. Eles falavam como se eu não estivesse ali. - Temos que mantê-lo aqui, quando ela chegar poderão conversar, quem sabe não se acertam e ela faça-o perceber que as trevas não é o melhor caminho.
- Vocês acreditam mesmo que ela pode me mudar? - Perguntei. - Olha pra mim! Relembre o que eu já fiz! Mandei sequestrar pessoas, matei pessoas, abandonei pessoas... Ainda tem esperança de que eu mude quem eu sou?
- Não. - Elsa falou. - Mas a Stéfane tem.
- Se puderem, quero ficar sozinho com o Pan. Temos coisas a acertar. - Rumpelstiltskin pediu. - E eu saberei se estiverem me espionando. - Avisou.
- Que não faça nenhuma besteira, nós sabemos o que planeja fazer. - Soluço disse um pouco bravo, o que eu estranhei. - Vamos gente! - Eles deixaram a barraca, me deixando sozinho com Rumpelstiltskin.
- Olá papai! - Ele disse.
- Você não me perdoa, não é? - Rumple riu. - Tem uma coisa no qual somos muito parecidos Rumple. Abandonamos nossos filhos. - Ele me olhou um pouco bravo, e eu estava gostando disso. - Você demorou anos para encontrá-lo, fez uma maldição e queria que ela fosse quebrada para encontrá-lo. E o que aconteceu no final? Ele morreu. - Rumpelstiltskin tentava segurar as lágrimas, lembrar do filho deveria doer bastante. - A única coisa no qual você tem para se lembrar dele é o Henry.
- Eu não queria abandonar meu filho, diferente de você.
- Eu era só um adolescente quando você nasceu.
- E infelizmente ainda é. Você me trocou pela juventude, pela imortalidade. E olhe o que aconteceu. Eu também sou imortal. - Ele riu. - Imagine quando Stéfane ver que Peter Pan tem um filho. Ela perceberá que todas as histórias que ouvia estão se tornando reais.
- Pelo que eu saiba as minhas histórias são com a Wendy, não com você.
- As pessoas podem mudar as nossas histórias. - Rumpelstiltskin disse com um meio sorriso no rosto. - Lembra de Larissa? Ela já foi uma menina perdida, e assim como qualquer outra criança, acreditava que você era um herói.
- Eu ainda posso ser.
- Infelizmente eu não acredito nisso. - Rumpelstiltskin levantou a mão direita, e do nada sua sombra apareceu com uma adaga na mão. Arregalei os olhos e tentei fugir, o que não deu certo. Rumple me pegou e me atingiu nas costas. Facadas nas costas geralmente não dão muito dano, a não ser se atingir algum órgão, o que não me aconteceu. Mas era a adaga do senhor das trevas, e ela poderia matar tanto a mim quando a Rumpelstiltskin. Gritei com tamanha a dor. - Infelizmente você não vai ficar para poder ver Stéfane crescida e madura.
- Ela pode chegar agora e eu vê-la!
- Eu acho que não. - Ele tirou a adaga, me deixando cair no chão. - Sabe o que estou fazendo? Irei fazê-la se apaixonar por Henry, e sei que você não gosta nem um pouco dessa ideia. - Tentei falar algo. - Não fale nada, eu sei que você não ama ela daquele jeito, o seu amor por ela é de amizade. Mas você não queria vê-la crescer e ver ela com alguém faz dê-la uma garota crescida. E garotas crescidas não combinam com você! - Ele me atingiu mais uma vez, desta vez na barriga. Ele a retirou e eu me senti ficar fraco. Eu não tinha mais chances, iria morrer sem ver Stéfane crescida, sem vê-la me perdoando. Tudo estava ficando escuro, e eu sabia que eu não duraria nem mais cinco minutos.
- NÃO! - Ouvi um grito. Era a voz de Stéfane, mas estava um pouquinho mais grossa agora. Tentei vê-la, mas antes de poder ver seu rosto, eu já não respirava mais.
- Mudanças de planos, minha jovem. - Foi a última coisa que eu consegui ouvir.
Voice's Vany
Não entendi direito aquela pergunta. Ou ele estava brincando conosco ou aquilo realmente estava acontecendo. Seria mesmo Jack Frost? O ex amor da Stéfane e agora 'noivo' de Jayle? Doeu-me lembrar que agora Stéfane não estaria mais aqui para poder fingirmos estar noiva dos personagens de contos de fadas. Ela era noiva do Soluço, Jayle do Jack Frost e eu do Sandman. Era estranho, mas era legal. 
O silêncio reinava entre nós, e até mesmo os dois garotos estavam em silêncio. 'Jack Frost' nos encarava curioso, e parecia pensar em alguma coisa. Decidi quebrar todo aquele silêncio, isso já estava me irritando.
- Deve ser porque a Jayle te ama e diz que você é tudo de bom. - Ela me encarou feio. - E também porque você é um humano assim como eu e ela.
- Acha que eu sou tudo de bom? - Ele a perguntou, dando um sorriso malicioso.
- Eu nunca disse isso, Vany deixa de espalhar mentiras sobre a minha pessoa. - Ela estava super vermelha, o que me fez rir.
- Vocês não acreditam, mas conseguem me ver. Onde eu vi isso? - Ele ficou pensando um pouco, até lembrar-se de algo e sorrir. - Vocês são as pessoas desconhecidas da sociedade! - O albino falou entusiasmado.
- Você é louco! - Jayle disse a ele.
- Posso provar que eu sou o Jack Frost. - O albino disse um pouco bravo. Ele deu impulso e voou, o que achei demais e estranho. Não sei o que ele fez, mas uma nuvem apareceu e caía neve dela. Ele era mesmo Jack Frost. - Acreditam em mim agora? - Ele perguntou ao descer, e a pequena nevasca parar.
- MEU DEUS! - Gritei.
- Tenho que apresentar vocês a Stéfane, precisam andar com ela e acreditar mais. - Ele riu, e eu e Jayle o encaramos um pouco assustadas. Ele conhecia a Stéfane?
- Stéfane? Você a conhece? Ou melhor, como é essa Stéfane?
- Quando ela chegou numa ilha próxima ao Pólo, tinha pele morena, cabelos castanhos e olhos castanhos, e também tinha treze anos. - Sussurrou a última parte. - Agora ela tem cabelos ruivos, pele branca e bochechas bem rosadas e os olhos são uma mistura de verde com azul. Olha, eu vou ter que sequestrar vocês.
- O quê? - Eu e Jayle dissemos juntas. Mal pudemos respirar, Jack invocou um vento muito forte e levou todos nós, até mesmo os garotos que estavam com ele. Isso tava parecendo um sonho.
Voice's Stéfane
Perguntas sem respostas. Era isso o que me restava agora. Peter estava morto, e Rumpelstiltskin foi embora sem dar explicações. Eu estava na clareira onde Soluço encontrou Banguela, era o meu lugar preferido. Jogava pedras na água, com raiva, com ódio. Eu não me conformava com isso, eu não teria minhas perguntas respondidas. Deixei lágrimas caírem. Não entendia, eu nem o conhecia, mas algo em mim dizia que ele era alguém especial, alguém no qual eu conhecia há bastante tempo.
Joguei mais uma pedra, gritando de raiva. Desabei no chão logo em seguida, liberando todas as lágrimas. O corpo de Pan sumiu assim que eu tentei me aproximar. Perna-de-Peixe disse que os meninos perdidos fizeram um feitiço para seu corpo se teletransportar para a Terra do Nunca. Ouvi passos vindo, mas não me importei em chorar na presença de alguém, muito menos quis saber quem era. Desde o dia em que cheguei, eu só sabia chorar. Isso já fazia dois meses.
- Sei como está sofrendo. Afinal, ele era o seu melhor amigo. - Ouvi a voz de Soluço. Me virei para ele, sem entender absolutamente nada.
- O quê? Você está escondendo alguma coisa de mim! Me conte!
- Você já esteve aqui antes. - Ele suspirou. - Não aqui em Berk, mas na Terra do Nunca. Isso já faz anos, você ainda era só uma criança. No começo, Peter iria fazer de você uma menina perdida, e você sabia disso, mas continuava lá, o acompanhando e conversando com ele. Você tinha esperança de que ele mudasse. - Ele parou de falar e sentou ao meu lado. - Um dia, Pan decidiu que não iria mais te enganar, não iria fazê-la ser feliz de dia e chorar sentindo falta dos país a noite. Então ele a ignorou, durante um dia inteiro. A noite, quando foi dormir, os meninos perdidos de sequestrarão, levando-a para a praia. Ao chegar, Peter estava lá. Você achou que ele iria te soltar, mas ele lhe prendeu num pequeno barco e disse as piores coisas que você já ouviu, segundo você. Então ele lhe mandou de volta, mas apagou as suas memórias. Sempre que você voltasse, não se lembraria de nada do que aconteceu.
- Então é por isso que você não quer que eu vá embora? Para mim lembrar quem eu sou e o que devo fazer? - Ele assentiu.
- Era sim. Mas agora eu descobri que a maldição que Pan jogou em você foi quebrada. Quebrada quando você o viu novamente. Você se lembrará aos poucos do que te aconteceu no passado, mas agora, quando você sair, vai se lembrar de tudo.
- Então eu posso ir pra casa, estudar e a tarde voltar para completar o que devo fazer? - Perguntei.
- Vá! Mas não se esqueça do seu tempo, a flor ainda não foi destruída. Mas eu quero que você vá com uma coisa. - Ele estava com uma bolsa, de lá tirou um livro, o livro que era de Henry. - Henry quis que você ficasse com ele, para saber melhor sobre a nossa verdadeira história. E a suas histórias vão começar a aparecer, quando se lembrar do que lhe aconteceu e também estará escrito o que está acontecendo agora.
- Obrigada. - Sorri.
- Tem mais. - Ele voltou para a mochila e tirou de lá duas facas, o que me fez rir. - Para se proteger quando for preciso. E ainda não acabou. - Ele virou-se e pegou uma coisa atrás de si, era um arco e uma aljava. - Henry me contou que é boa em mira. - Ri.
- Obrigada Soluço, isso vai me ajudar bastante. Mas... E quanto a essas asas? - Ele olhou para elas. - E ao dragão que trouxe?
- As asas vão desaparecer e aparecer quando quiser. E quanto a fúria da noite, ela ficará bem, treinaremos ela enquanto estiver fora, o resto é com você. Já tem algum nome pra ela?
- O brilho dos olhos dela me lembra a lua. Então eu a chamarei de Luna.
- Gostei de Luna. Bem, você tem que ir agora. É final de semana e você tem que aproveitar com a sua família. Mas volte segunda assim que terminar as aulas.
- Eu voltarei papai.
- Tá mais pra irmão. - Rimos. Me levantei, e Soluço fez o mesmo. Mas antes de irmos embora, duas coisas caíram na água. Ao saírem, engoli em seco e não acreditei no que estava fazendo.
- Vany? Jayle? O que estão fazendo aqui?

13 de jul. de 2014

Past Memories Conto 13: Brincando Com a Profecia

Voice's Stéfane
- Então é o seguinte. Estou presa nessa ilha já faz cinco dias, nenhum sinal do tal dragão que Ping falou e ainda por cima tem algo ameaçando Berk? - Perguntei a Melequento que me acompanhava em passos lentos.
- É exatamente isso o que está acontecendo.
- E você não sente nenhum pingo de remorso em saber que a tribo no qual você pertence está sendo ameaçada por um garoto de mal comportamento?
- Não, nenhum pouco. Pois eu sei que no final quem vai acabar salvando a pátria é você. - Revirei os olhos e continuei a caminhada, cortando as folhas com espinhos que ficavam em nossa frente.
- Não conte comigo em tudo, eu posso acabar virando uma decepção para toda Berk. E eu ainda tenho que ter uma conversa com Peter Pan, que história é essa de que ele fez parte do meu passado?
- E você vem perguntar pra mim? Que só te conhecia de vista? Se eu soubesse que nossos caminhos iriam se cruzar faria isso mais cedo.
- Não entendo. Como Peter Pan trocou de corpo com o Henry?
- É uma coisa que ele faz. Nesse exato momento eles estão tentando achar um jeito de quebrar o feitiço e acabar de uma vez por todas com o Pan. - Parei, o olhando em seguida. Guardei a faca e o encarei séria. Eu não deixaria que matassem o Pan. - Disse alguma coisa que não deveria?
- Eu não vou deixar que destruam o Peter Pan. Tem muita coisa sobre a minha vida que ele sabe, e eu quero saber. Eu tenho esperança. Esperança de que um dia ele se arrependa do garoto que é e que saia da escuridão. Ele só precisa... - Suspirei.
- Do que o Pan precisa? - Melequento me perguntou, achando que eu não sabia do que o garoto precisava. Suspirei novamente.
- Do amor de uma família. Uma coisa que ele nunca teve e nunca soube dar.
Voice's Soluço
Uma lenda conta que somente uma pessoa podia fazer com que Pan enxergasse quem realmente era. O garoto bom que há dentro dele, mas ele se recusa a aceitar essa lenda, mesmo que ele saiba que um dia isso irá acontecer. Ele usou o corpo de Henry para enganar a todos, o que não deu certo, pois perceberam que ele andava completamente estranho. Sininho e Henry se posicionaram em frente ao inimigo. Pan tirou o capuz, ainda com o sorriso estampado no rosto.
- Pelo visto vocês encontraram a salvadora. Quem é ela? - Pan perguntou. Fechei a mão em um punho e me direcionei a ele, que deu um meio sorriso. - Você parece se importar muito com ela. Sinto que a considera uma irmã mais nova que nunca teve.
- O que você quer conosco?
- Apenas o nome da verdadeira crédula. Ela e Henry têm coisas em comum. A crença na magia. Eles sempre acreditaram em coisas impossíveis.
- Creio que você conhece a salvadora, Pan. - Henry disse. - Seus caminhos se cruzaram há um bom tempo atrás. Creio que você se sente só quando o pôr do sol chega, foi exatamente o horário em que você a deixou partir.
- Do que está falando garoto?
- Stéfane. Esse nome não te lembra algo? - O sorriso estampado no rosto de Peter se desfez, dando lugar à uma expressão assustada e triste. - É engraçado como as coisas que deixamos para trás ainda podem nos fazer chorar. - Henry estava bravo, e fazia de tudo para ferir Pan, não fisicamente, mas emocionalmente.
- Como sabem dela?
- Nada acontece neste lugar sem que eu saiba. - Meu pai o respondeu, destemido e corajoso, como sempre foi.
- Sabemos de muita coisa sobre você, Pan. - Palas começou.
- E você sabe de poucas coisas sobre nós. - Larissa terminou.
- Do que vocês estão falando? O que vocês sabem sobre ela? - Ele gritou, e eu podia ver perfeitamente lágrimas caindo de seus olhos. Era a primeira vez que via Peter Pan chorar.
- Não percebeu? Enquanto estava com ela, ela estava mudando você. Sabemos que você se sentia especial quando estava com ela, sentia que pela primeira vez, alguém se importava com você. - Comecei. Pan se aproximou de mim, bravo, mas ainda assim, triste.
- O que vocês fizeram com ela?
- Não fizemos nada, é ela quem está fazendo. - Bocão disse.
- Do que está falando?
- Stéfane é a salvadora, Pan. É ela quem vai salvar todos nós de Breu, e especialmente, vai te tirar da escuridão.
- Stéfane?
Voice's Henry
Saí dali, o clima começava a ficar tenso. Pan descobriu que Stéfane era a salvadora, e eu não sabia se ele iria matá-la ou se iria protegê-la de Breu. Existe uma história, uma história que diz que eles foram grandes amigos no passado. Ela era a única que compreendia Pan, a única que não tinha medo dele, mesmo sabendo de suas maldades. Ela apenas o repreendia e em seguida fazia uma sopa para acalmá-lo quando sentia raiva de alguém. Mas um dia ele a enganou, a prendeu e a mandou de volta, e tirando de sua mente todos os momentos que ela vivesse nos contos de fadas. E agora que ela está de volta, enfrentará a verdade sobre si mesma.
Fui para a floresta, onde lá encontraria Rumpelstiltskin, ele encontraria uma maneira de voltar ao meu corpo e acabar com Peter Pan. Ao chegar, ele já estava a minha espera. Sou apenas um garoto de treze anos, mas sei que com Rumpelstiltskin sempre tem um preço.
- Sabia que não iria resistir a minha proposta, garoto. - Ele sorriu. Me sentei em um tronco caído e fiquei o encarando. - Qual é o problema?
- Sei que com você sempre há um preço. O que você quer?
- Você é um menino esperto, Henry. Veremos o que eu quero de você. - Ele me olhou e ficou pensando. - Já sei! - Estralou os dedos. - Quero que ajude a Stéfane a fazer com que Bela me perdoe, eu errei matando a Bruxa Má do Oeste quando ela me proibiu, mas eu precisava vingar o meu filho.
- Porque não pensou nisso antes de fazê-lo?
- Zelena matou meu filho! E eu prometi que vingaria sua morte, e Rumpelstiltskin nunca quebra as suas promessas.
- É só isso que você quer? Que eu a ajude a convencer Bela a te perdoar? - Ele assentiu. - E o que ganhará com isso? E se ela não te perdoar?
- Me perdoando ou não, eu ganharei uma coisa. - Ele me encarou com um sorriso malicioso no rosto. - Verei você e a Stéfane juntos por mais um tempo. - Ri.
- Quer me ver com a Stéfane?
- Seria divertido eu atrapalhar um pouco a profecia, a fazendo se apaixonar temporariamente por outra pessoa.
- Eu só quero meu corpo de volta. Mas... Aceito o seu acordo. - Levantei o braço e o senhor das trevas me cumprimentou. - Mas lembre-se. Se for usar fogo, cuidado com meu rosto.
- Verei se posso evitar.
Voice's Stéfane
Meus pés doíam, assim como todo o meu corpo. Parei para me encostar numa árvore e ignorei os comentários de Melequento. Infelizmente eu tinha que dizer, mas ele estava apenas me atrasando. Peguei uma garrafa d'água na mochila e a bebi. Ping saiu de meu ombro e farejou o ar, olhando logo em seguida para um arbusto. O vi se mexer, peguei a faca e a segurei, mas Ping disse que eu não precisava me preocupar. A tal coisa saiu do arbusto e eu vi um dragão, não era um dragão comum era.
- Fúria da noite?! - Melequento disse espantado.
- Não um fúria da noite qualquer. - Ela rugiu para o garoto. Melequento me olhou e com os olhos entendi que ele queria que eu traduzisse.
- Ela disse que não é um fúria da noite qualquer. É uma fêmea. - A dragoa me olhou estranho, provavelmente se perguntando pelo motivo de eu estar a entendendo.
- Você... Você é diferente. Você pode me entender? Como? - Ela me perguntou espantada. Eu guardei a faca novamente e encarei.
- Da mesma maneira que eu posso fazer magia. - Ao acabar de dizer isso, senti um formigamento nas costas. Um formigamento estranho. Os dragões e o Melequento me olhavam de um modo surpreso. Antes que eu pudesse dizer algo, senti algo bater nas minhas costas e meus pés saírem do chão. Logo reparei o que estava acontecendo. Eu havia ganhado asas. - Oquê? Mas... Como?
- Você aceitou oque podia fazer. Você aceitou que tem magia. Você é agora não é mais uma pessoa comum, é também uma fada. - Dente de Anzol me disse, na maior naturalidade.
Voice's Jayle
Aquilo estava mais do que estranho. Nunca vi uma nuvem tão escura como aquela. Olhei para o outro lado e outra nuvem se aproximava, dessa vez branca, e nessa nuvem havia um garoto. Um vento frio soprou, me fazendo estremecer, o mesmo acontecia com Vany. Além do homem na nuvem preta, estava mais dois garotos, eles pareciam amarrados. Vany me puxou para debaixo de uma árvore. Não consegui ver mais nada, apenas luzes, negras e brancas. Alguma coisa estava acontecendo. Passou-se um tempo, e quando tudo finalmente parou, abri meus olhos, o mesmo fez Vany. Não consegui dizer algo, pois senti mãos me tocando, me fazendo gritar de desespero.
- Não se assuste! - Ouvi a voz de um garoto. - Ele já foi embora, vocês não correm mais perigo! - Me virei e vi um garoto albinos de lindos olhos azuis e cabelos brancos. Ele estava fazendo cosplay do Jack Frost?
- Quem é você? - Perguntei ofegante. - E quem era aquele homem?
- Sou Jack, e o homem era o Breu. - Ele me soltou. - Vocês estão bem? - Vi dois garotos com ele, os garotos assentiram. - Como ele sequestrou vocês?
- Eu não sei. Eu estava dormindo e tive um pesadelo. Quando acordei, aquele cara sequestrou a mim e ao meu irmão.
- Como se chamam?
- Eu sou Rick e esse é o meu irmão, Asriel. 
- Vou levar vocês à Berk, lá estão seguros e serão muito bem recebidos.
- Espera! Do que estão falando? - Vany perguntou sem entender absolutamente nada, o mesmo acontecia comigo. O garoto albino me encarou.
- Acredita em magia? - Eu o olhei estranhamente, ele era louco ou oquê? - Você acredita em magia? - Ele me perguntou em novamente.
- O quê? Não. Você é louco?
- Ou um mentiroso. Ou ambos. - Vany disse. O albino nos encarou e depois para si mesmo. Ele tocou em mim e logo depois em Vany, o que foi muito estranho.
- Como... Como vocês conseguem me ver se não acreditam?
Voice's Stéfane
- Não. Não posso ter asas. Eu só queria ter uma vida normal, estar com os meus pais brigando por coisas idiotas e rindo logo em seguida. - Desci e encarei-os. - Eu não vou ficar com elas pra sempre, vou?
- Temo que sim. Mas você pode fazê-las desapareceram e aparecer quando quiser. Só precisa aprender a fazer isso. - Ping disse. Eu olhei para as asas e dei um suspiro, obrigando-me a me acostumar com a ideia.
- Olha, eu quero sair da ilha. Mas pra sair, eu preciso que ela vá. - Apontei para a dragoa que me encarava, sua pupila agora estava dilatada.
- Você é diferente. Confio em você, e eu vou.
- Qual é o seu nome e qual é a sua história? - Eu a perguntei.
- Eu não tenho nome. E não sou uma fúria da noite qualquer. Nasci na noite, mas foi um raio de sol que me deu vida. O único raio de sol que caiu na noite.
- O que ela disse? - Melequento me perguntou.
- Ela nasceu na noite, mas um raio de sol a deu vida. - Toquei no focinho do dragão fêmea em minha frente. Suas escapas eram quentes e seu olhos eram de um azul intenso, como o céu quando está prestes a escurecer. - A pele dela é quente como fogo, mas ela não é da classe fogueira. Acho que encontramos uma nova espécia de dragão
Voice's Peter Pan
Ela havia voltado, e se lembrasse-se do que fiz com ela, certamente não me perdoaria. Eu deveria ter percebido. Ela foi a única pessoa que acreditou que eu poderia mudar, e eu posso. Fugi dali quando descobri quem era a salvadora, quem iria salvar este mundo das trevas. Soluço e os outros certamente sabiam que eu iria ficar assim, eles poderiam ter mentido, mas ao lembrar dela já me fazia sentir-me pior. Segui em direção a floresta, mas ao chegar, não sei o que aconteceu. Caí no chão e a minha visão ficou embaçada, mas pude ver alguém se aproximar.
- Chegou a sua hora, Peter Pan.
Voice's Henry
- Acha que vai dar certo? - Perguntei ao senhor das trevas. Ele encarou Soluço e depois olhou para mim. - E se não funcionar?
- Você tem pensamentos negativos demais. - Disse Rumpelstiltskin. - Soluço, você e Júlia se importariam em vigiá-lo enquanto dorme? Tenho coisas a fazer.
- Que tipos de coisas? - Júlia perguntou.
- Terei o prazer de ver Pan no corpo de Henry antes de voltar ao seu corpo. - Soluço suspirou e assentiu. - Caso aconteça alguma coisa, Palas e Larissa estarão aqui, vigiando caso alguém mais queira entrar.
- Só duas pessoas de vigia caso algo dê errado? - Perguntei.
- Ainda tem o resto da vila, garoto. Agora se deixe e deixe-me completar o meu serviço. - Deitei-me e o vi pegar uma varinha. Ele me pediu para encará-la enquanto a movia para cima e para baixo, e eu seguia seus movimentos com os olhos. Senti minha visão ficar pesada, e quando fechei os olhos, só consegui ouvir as vozes das pessoas que estavam ali.
- Agora eles voltarão para seus corpos, e Stéfane será responsável pela mudança de Peter Pan. - Disse Soluço.
- Não deixarei que ela faça isso. Ele tem que pagar pelos seus crimes. - O senhor das trevas sussurrou para Soluço.
- Você não pode. Absolem disse que ela o faria mudar. - Júlia disse, um pouco brava por Rumpelstiltskin estar mudando a história.
- Absolem está no País das Maravilhas, minha jovem. E ninguém disse nada sobre eu mudar o rumo dessa história. Eu sou o Senhor das Trevas, eu sou o único que pode brincar com isso.
- Mas a atrasará i Breu destruíra o outro lado muito em breve. As pessoas estão ficando cada vez mais cruéis. - Eu não via nada, mas podia ouvir, isso estava certo? Soluço dizia aquilo com certa preocupação na voz.
- Isso não acontecerá se eu não deixar.
Logo em seguida não consegui ver mais nada. Momentos de quando tudo isso aconteceu vinha em minha mente. Vi eu sendo sequestrado, a sombra de Pan e os meninos perdidos matarem meus sequestradores. O momento em que Peter me enganou dizendo que era um menino perdido mas estava fugindo, e quando ele trocou nossas almas para que eu fosse preso na caixa de pandora. Mas com a ajuda de minha mãe, consegui sair, e foi difícil convencê-la de que eu não era o Pan.
Abri meus olhos e me vi numa floresta. Eu havia voltado para o meu corpo. Talvez o tempo em que via tudo o que me aconteceu, foi o tempo em que o senhor das trevas vinha até aqui ver Pan voltar para o seu corpo. Senti uma flecha quase me acertar e me virei. Vi Stéfane, Melequento, Dente de Anzol e mais dois dragões. Desde quando ela aprendeu a usar arco e flecha?
- Como aprendeu a fazer isso? E como conseguiu isso? - Melequento a perguntou, as mesmas perguntas que eu iria fazer.
- Aprendi muita coisa nos dias em que estava na ilha dos dragões. E enquanto dormia, eu fiz esse arco e encontrei flechas de homens mortos na ilha. - Ela o respondeu. - Treinei um pouco e aprendi. Mas agora... Você é o Peter Pan ou...
- Sou o Henry, voltei para meu corpo.
- Como posso acreditar nisso?
- Gosto de chocolate quente com canela. - Ela pareceu não acreditar.
- Isso não basta. Existe momentos, momentos que mudaram a minha vida de uma forma no qual eu não pudesse imaginar.
- Eu lhe salvei do Capitão Gancho quando estava no corpo de Peter Pan. - Stéfane abaixou o arco e me encarou, com um sorriso no rosto.
- Você conseguiu! - Ela veio até mim e me abraçou. - Pan ainda está vivo? Tenho que falar com ele, tem coisas que ainda não foram explicadas, e estou decepcionada com Soluço sobre isso.
- Sim, ele ainda está. Mas tem algo que eu quero que saiba.
- O que aconteceu?
Rumpelstiltskin. Ele está brincando com a profecia. E eu acho que isso não é uma boa notícia para ninguém, já que o seu futuro está escrito. Ele quer mudar isso. Não deveria estar brincando com coisas do senhor das trevas, mas era melhor você saber.
- Henry. Nós vamos ter uma conversa com Rumpelstiltskin.

3 de jun. de 2014

Past Memories Conto 12: O Passado Retorna

8 Anos Antes
Voice's Stéfane
Felicidade. Era tudo o que eu sentia naquele momento. Estava mais que feliz por completar meus sete anos de vida. Minha mãe me colocava na cama para dormir, o dia foi bem cansativo e turbulento, eu ainda tinha mais alguns presentes para abrir. Mamãe deu um beijo em minha testa e deitou ao meu lado da cama. Meu pai não gostava de dormir na cama, dizia que era dura e desconfortável, por isso sempre dormia na rede enquanto eu e minha mãe dormíamos na cama. Antes de dormir, pensava em coisas bonitas, e isso me fazia dormir. Só que dessa vez não só me fez dormir como também me fez ir para um outro lugar. Achava que estava sonhando, e que esse sonho lindo que estava tendo logo acabaria.
Continuei andando e admirando cada detalhe do lugar em que estava. Era tudo tão lindo e eu sentia magia naquele lugar. Seria demais para ser verdade. Encontrei um lago enquanto andava pela floresta. Estava com sede, me aproximei da mesma e levei um susto quando ouvi alguém pigarrear.
- Sem querer ser chato mas... Posso saber quem é você?
Olhei para a tal pessoa e era um garoto. O olhei de cima abaixo e pelo modo que se vestia me parecia bem familiar. Procurei em minha mente alguém que se vestia assim e me lembrei de Peter Pan. O olhei novamente e o mesmo ainda me encarava curioso. Levantei-me e estiquei a mão para cumprimentá-lo.
- Meu nome é Stéfane. - Ele apertou a minha mão, cumprimentando-me também. - É a primeira vez que estou sonhando com você.
- E quem disse que está sonhando?
- Você é Peter Pan, e embora eu acredite que você existe, acabei de me deitar em minha cama e dormir. - Ele riu.
- Você pensou em coisas bonitas?
- Sim, eu pensei.
- Quando você pensa em coisas bonitas, elas te trazem para cá. - Peter se aproximou de mim e colocou um pano em meus olhos. - Vou te levar para conhecer o meu acampamento, mas infelizmente não posso correr o risco em te deixa ver onde ela se localiza.
- Entendo. Se Capitão Gancho o encontrar irá matá-lo. - Peter demorou um pouco para responder, o que me fez achar que ele havia me abandonado ali mesmo.
- É, se ele me encontrar irá me matar. Como sabe disso? - Senti Peter colocar a mão em minhas costa e ir me empurrando para algum lado da floresta.
- Tem algumas histórias sobre você de onde eu vim. Você conhece Wendy Darling, trás ela e seus dois irmãos para a Terra do Nunca e juntos conseguem derrotar o Capitão Gancho. Isso realmente aconteceu? - Perguntei com um sorriso de orelha à orelha.
- Sim, aconteceu. Mas Capitão Gancho retornou e quer vingança. Agora essa é a sua chance de salvar esse lugar. - Peter tirou o pano que tampava meus olhos e vi seu acampamento, assim como os meninos perdidos. Eles eram bem diferentes do que eu imaginava.
- É... Olá! - Todos acenaram e vieram me cumprimentar.
- Stéfane, esse é o meu acampamento. Espero que você tenha gostado. Sei que pode não parecer como a sua casa, mas creio que irá gostar daqui.
- Com tudo isso aqui sendo real já está ótimo! - Peter sentou-se em uma cadeira de madeira e me convidou para sentar ao seu lado. Sentei e o mesmo sorriu para mim.
- Seja bem-vinda à Terra do Nunca!
Dias Atuais
Melequento acendia a fogueira pela quinta vez, o vento sempre dava um jeito de apagar o fogo. Ping dormia perto de minhas coisas, o mesmo fazia Dente de Anzol que passou o dia inteiro me perguntando se eu estava bem ou se eu havia me machucado. Estava tudo silencioso, até eu sentir a presença de alguém entrando na ilha dos dragões. Olhei para Melequento e o vi cair no chão, ele havia dormido. Havia magia ali. Segurei a espada assim que ouvi alguém se aproximando.
- Um dia você vai ver sangue nessa espada, mas não será o meu. - Peter Pan apareceu numa trilha no qual eu havia passado horas antes. - Senti que precisava falar comigo. Na verdade, comigo não. Com Peter Pan.
- Quero que me diga toda a verdade, e que não me esconda nada.
- Aconteceu uma coisa muito parecida com a história que você conhece sobre nós. Sei que você conhece Once Upon A Time.
- Onde está querendo chegar, garoto?
- Eu não sou Peter Pan. Sou apenas um garoto da sua idade preso no corpo dele enquanto o mesmo se diverte enquanto está com o meu corpo.
- Eu não faço a mínima ideia do que está falando, mas sei que não é coisa boa. O que Peter Pan realmente é? - O garoto deu um meio sorriso e se aproximou.
- Um vilão. E você é a única pessoa que pode fazê-lo parar e perceber que pode concertar os seus erros. Você já fez isso, só precisa se lembrar.
- Você não está falando coisa com coisa. Se você não é Peter Pan, quem você é?
- Henry Mills.
Voice's Jayle
Quando eu ouvi o que Vany estava falando, achei que ela estava brincando. Mas ao pegar o papel de suas mãos e ver o que estava escrito naquilo, não consegui acreditar. Como alguém pode viver no Pólo? A encarei de olhos arregalados e a mesma tinha a mesma expressão.
- COMO ISSO É POSSÍVEL?
Gritei. Olho pro lado e vejo que o pai de Stéfane estava se acordando. Olhei para Vany e percebi que ela havia saído correndo, me deixando sozinha com aquele papel na mão. O vi se levantar da cama e me olhar um pouco curioso. Guardei os papeis em minha mochila antes que ele percebesse o que eu estava segurando.
- O que faz aqui? - Ele me perguntou. Procurei uma resposta em minha cabeça.
- Vim atrás da Stéfane, queria saber se ela já havia chegado.
- Olha ela não chegou, e nem sei se vai chegar. Agora desculpe a grosseria mas você terá que ir embora. Agora! - Assenti com a cabeça e fui para fora onde Vany estava me esperando encostada na parede.
- Obrigada por ter me deixado sozinha ali!
- De nada! Vou fazer mais vezes isso. - Revirei os olhos e olhei para o relógio de meu celular. Ai caramba! Já estava bem tarde e tínhamos que ir para a escola. Corri assim como Vany vez comigo, a deixando sem entender o motivo de eu estar correndo. Apontei para o relógio e a mesma se lembrou que ainda tínhamos aula. Ao chegar na escola não conseguimos mais entrar, pois já estava muito tarde.
Voice's Soluço
- Ele revelou! - Ouvi Elsa gritar. - Ele revelou!
Um vento forte vinha do norte, o que significava que Peter havia descoberto que encontramos a garota que irá salvar a todos. Vikings e guerreiros de outros lugares se juntavam. Era a hora de fazer Henry e Peter voltarem a ser quem eram antes. Mas infelizmente Henry fugiu e foi atrás de Stéfane. Uma nuvem de poeira se aproximava, era ele. 
- Um mais um é igual a dois... - Vi Bocão se aproximar com uma caderneta nas mãos e um lápis anotando algo.
- Vai ficar fazendo continha enquanto um dos nossos maiores inimigos está vindo? - Perguntei um pouco irritado.
- Me desculpe mas este é o único momento livre que eu tenho para poder contar as minha ovelhas. - Ele me respondeu. Revirei os olhos e Jack se aproximou com prováveis más notícias.
- Tenho duas péssimas notícias. - Falou Jack. E todos olharam para ele preocupados. - Primeiro: as trevas estão se aproximando. E é melhor todos irem se preparando. E segundo: Não vou poder ficar, tenho que ir procurar mais ajuda.
- O QUÊ? - Gritou Astrid. - Você vai ir embora e nos deixar lutando sozinhos contra o Peter Pan? - Perguntou Astrid e Jack afirmou.
- Tudo bem, isso faz parte da profecia. - Ele assentiu.
- E bom vê-los de novo! - Virei-me e o vi. Ele estava com um capuz, mas dava para perceber o sorriso maléfico em seus lábios.
Voice's Vany
Já estava tarde, eu e a Jayle tínhamos que ir para a educação física. Me arrumei e fui até a casa de Jayle. Chamei ela umas três vezes e finalmente ela aparece com roupas incorretas para a educação física. 
- Aleluia! Vamos logo se não chegamos atrasadas na física, já não fomos para a aula hoje por causa da Stéfane.  - Falei impacientemente.
- Calma. - Falou ela enquanto trancava o portão. - Não sei se você percebeu mas... Eu sou apenas uma pessoa.
Revirei os olhos e segui Jayle até a porta da escola, no qual ficava em frente a nossa casa. Aquela coisa de Stéfane estar no Pólo me deixava nervosa. Mas o que ela foi fazer lá? E por qual motivo ela tem alergia a países no qual a temperatura não seja tão baixa quanto ao Pólo? Esses pensamentos vinham em minha mente a cada segundo que se passava. Eles só pararam quando Jayle segurou meu braço com força. A olhei e a vi apontar para o céu, uma nuvem preta se aproximava, e nela estava um homem, um homem no qual eu nunca tinha visto antes, me assustei.
- O que é aquilo? - Perguntei.
- Seja o que for, não é uma coisa boa. - Ela me respondeu.

1 de jun. de 2014

Give Me Love

- Prólogo

*Lindsay
Seria mais um dia de aula, mais um dia de tédio e chatice. Eu gostava de estudar, um pouco, mas não gostava da sala em que eu fui colocada. Os alunos não deixavam o professor dar a sua aula, nem mesmo fazer uma prova de matemática me deixavam me concentrar. Eu era uma das poucas alunas que prestava atenção nas aulas e tinha o comportamento bom. Entrei na sala de aula e me sentei, o professor de Geografia logo chegaria na sala. O sinal tocou, fazendo algumas pessoas entrarem na sala e outras não entravam, certamente só esperavam a bronca do professor.
- Bom dia meu povo e minha póva! - O professor disse assim que chegou.
- Grr! Hoje é quarta-feira. - Disse Carmem, a garota no qual eu odiava e nem me pagando iria com a cara dela.
- E o sinal já tocou, deveria estar dentro da sala. - Ela iria entrar, mas professor a impediu. - Está achando que aqui é a casa da mãe Joana? Não, o que é que tem que dizer ao professor quando entra antes do sinal?
- Posso entrar?
- Está faltando alguma coisa...
- Com licença, eu posso entrar? - Carmem meio que gritou.
- Agora pode. - A loira revirou os olhos e entrou na sala. - Queria dar meus parabéns a Lindsay, a única aluna dessa turma que conseguiu tirar uma boa nota na prova da semana passada.
- Tinha que ser a nerd - Debochou Carmem, me fazendo revirar os olhos.
- Pelo menos ela não passou vergonha tirando um zero. - Defendeu-me o professor.
- Nem sempre fui a garota que sou hoje. - Falei baixo.
...
A noite caía, e o jantar começara a ser colocado no fogo. Ajudava a minha mãe a preparar o mesmo, faz parte do meu dia-à-dia. Cortava os legumes enquanto mamãe fazia o arroz. Desde o momento em que ela chegou, não falamos nenhuma palavra se quer. Eu tinha uma boa relação com a minha mãe, mas hoje eu não estava muito afim de falar e eu sentia que ela sabia disso. Terminei de cortar os legumes e deixei num canto, como sempre faço. Peguei meu celular e meus fones de ouvido e me deitei na cama, ouvindo música e pensando em momentos felizes.
- Seria bom viver numa terra na qual eu não tenha obrigações. Eu não quero crescer. - Sussurrei. Com medo de que algum dos meus pais ouvissem. Coloquei alguma música para escutar e optei por Give Me Love, do Ed Sheeran. Senti meus olhos ficarem pesados e finalmente se fechar completamente.
...
Acordei sentindo alguma coisa se aproximar de mim. Achei que era a minha mãe, mas ela estava dormindo do outro lado da cama. Me levantei, e não encontrei absolutamente nada em minha frente. Talvez eu estivesse ficando louca, ou tenha sonhado, geralmente eu acordo sentindo algo no qual estava no meu sonho. Fui até a cozinha e bebi um copo d'água. Todos estavam dormindo, o que indica que eu dormi demais. Abri o forno e vi meu prato de comida dentro do mesmo, certamente mamãe sabia que eu iria acordar no meio da noite e deixou comida para mim. Esquentei e sentei na mesa para poder comer.
- De onde eu venho você não precisa fazer comida. Basta pensar que ela simplesmente aparece
Virei-me completamente assustada. Não havia mais ninguém em casa a não ser eu e minha mãe. Meu pai estava trabalhando, e pelo que eu saiba nenhum primo ou parente havia vindo dormir aqui. Ao virar, não vejo absolutamente ninguém, nem mesmo uma sombra. Aquilo estava bem estranho, e eu estava com muito medo. Me levantei e peguei uma faca, tremendo, mas disposta a saber se tinha alguém na casa.
- Isso não funcionará comigo. - Ouvi a voz novamente, dessa vez atrás de mim. Me virei e senti que a pessoa ainda estava atrás de mim. Empurrei-o e coloquei a faca em seu pescoço, o prendendo entre mim e a parede. - Isso foi bom, muito bom!
- Quem é você? - Perguntei, baixo pois minha mãe estava dormindo.
- Acho que não começamos muito bem. Não queria assustá-la, mas também não era minha intenção chegar aqui de uma forma mais amigável. Confesso que achei engraçado o seu medo. - Não via muito o seu rosto, mas vi o suficiente para o ver dando um sorriso sínico. - Eu sou Peter, Peter Pan.
- Não estou brincando. Quem é você?
- Creio que não acredita muito em contos de fadas. Na realidade, acredita, mas na sua cabeça é tudo coisa de sua mente tentando lhe enganar.
- Quem é você? - Repeti. Forçando um pouco a faca em seu pescoço, o fazendo rir mais um pouco.
- Eu já disse. Sou Peter Pan. E sinto muito informá-la, mas essa faca não é o suficiente para me matar.
- E quem disse que irei matá-lo?
- Pelo modo que prensa essa faca em meu pescoço, parece estar querendo me matar. - Ele tirou a faca de seu pescoço e jogou-a em cima da mesa. - Isso não são modos de tratar um visitante.
- Trato com carinho visitante bem vindos. - Ele de de ombros, ainda com o sorriso no rosto.
- Já sou quase de casa, venho aqui todos os dias observar você dormir.
- Como conseguiu entrar aqui?
- Feijões mágicos, eles são bem úteis hoje em dia. - O garoto foi até a bandeja de frutas e pegou uma uva. O olhei e vi seu rosto, ele sorriu novamente ao perceber que eu o encarava. - Não precisa ficar babando.
- O quê? - Perguntei incrédula. - Não posso mais encarar o garoto que simplesmente entra na minha casa e diz que passa as noites em claro me observando? - Ele riu, sínico e misterioso.
- Você é uma garota esperta, Lindsay. É por isso que eu quero levá-la comigo.
- Desculpe mas eu não sou Wendy Darling.
- É por esse motivo que eu quero que venha comigo. Para o lugar que você desejou ir. Uma terra na qual não terá responsabilidades. Um lugar onde nunca irá crescer.
- E se você não for um garoto psicopata tentando me sequestrar? Carmen te mandou aqui?
- Não, eu não vou te sequestrar. Só quero que venha comigo. Conhecer os meninos perdidos.
- E que lugar seria esse?
- Terra do Nunca. Este lugar é executado em imaginação, em crenças. - Fechei os olhos e tentei imaginar aquele lugar. Sempre sonhei em ir para a Terra do Nunca, mas eu era apenas uma criança de sete anos, não sabia direito o que era o certo e o que era o errado. Agora tenho treze anos, sabia muito bem que coisas daquele tipo não aconteciam, eu podia ser enganada e leva para um lugar completamente diferente, e lá, esse tal Peter me matar. Suspirei, abrindo meus olhos sem seguida.
- Soa maravilhoso.