8 Anos Antes
Voice's Stéfane
Felicidade. Era tudo o que eu sentia naquele momento. Estava mais que feliz por completar meus sete anos de vida. Minha mãe me colocava na cama para dormir, o dia foi bem cansativo e turbulento, eu ainda tinha mais alguns presentes para abrir. Mamãe deu um beijo em minha testa e deitou ao meu lado da cama. Meu pai não gostava de dormir na cama, dizia que era dura e desconfortável, por isso sempre dormia na rede enquanto eu e minha mãe dormíamos na cama. Antes de dormir, pensava em coisas bonitas, e isso me fazia dormir. Só que dessa vez não só me fez dormir como também me fez ir para um outro lugar. Achava que estava sonhando, e que esse sonho lindo que estava tendo logo acabaria.
Continuei andando e admirando cada detalhe do lugar em que estava. Era tudo tão lindo e eu sentia magia naquele lugar. Seria demais para ser verdade. Encontrei um lago enquanto andava pela floresta. Estava com sede, me aproximei da mesma e levei um susto quando ouvi alguém pigarrear.
- Sem querer ser chato mas... Posso saber quem é você?
Olhei para a tal pessoa e era um garoto. O olhei de cima abaixo e pelo modo que se vestia me parecia bem familiar. Procurei em minha mente alguém que se vestia assim e me lembrei de Peter Pan. O olhei novamente e o mesmo ainda me encarava curioso. Levantei-me e estiquei a mão para cumprimentá-lo.
- Meu nome é Stéfane. - Ele apertou a minha mão, cumprimentando-me também. - É a primeira vez que estou sonhando com você.
- E quem disse que está sonhando?
- Você é Peter Pan, e embora eu acredite que você existe, acabei de me deitar em minha cama e dormir. - Ele riu.
- Você pensou em coisas bonitas?
- Sim, eu pensei.
- Quando você pensa em coisas bonitas, elas te trazem para cá. - Peter se aproximou de mim e colocou um pano em meus olhos. - Vou te levar para conhecer o meu acampamento, mas infelizmente não posso correr o risco em te deixa ver onde ela se localiza.
- Entendo. Se Capitão Gancho o encontrar irá matá-lo. - Peter demorou um pouco para responder, o que me fez achar que ele havia me abandonado ali mesmo.
- É, se ele me encontrar irá me matar. Como sabe disso? - Senti Peter colocar a mão em minhas costa e ir me empurrando para algum lado da floresta.
- Tem algumas histórias sobre você de onde eu vim. Você conhece Wendy Darling, trás ela e seus dois irmãos para a Terra do Nunca e juntos conseguem derrotar o Capitão Gancho. Isso realmente aconteceu? - Perguntei com um sorriso de orelha à orelha.
- Sim, aconteceu. Mas Capitão Gancho retornou e quer vingança. Agora essa é a sua chance de salvar esse lugar. - Peter tirou o pano que tampava meus olhos e vi seu acampamento, assim como os meninos perdidos. Eles eram bem diferentes do que eu imaginava.
- É... Olá! - Todos acenaram e vieram me cumprimentar.
- Stéfane, esse é o meu acampamento. Espero que você tenha gostado. Sei que pode não parecer como a sua casa, mas creio que irá gostar daqui.
- Com tudo isso aqui sendo real já está ótimo! - Peter sentou-se em uma cadeira de madeira e me convidou para sentar ao seu lado. Sentei e o mesmo sorriu para mim.
- Seja bem-vinda à Terra do Nunca!
Dias Atuais
Melequento acendia a fogueira pela quinta vez, o vento sempre dava um jeito de apagar o fogo. Ping dormia perto de minhas coisas, o mesmo fazia Dente de Anzol que passou o dia inteiro me perguntando se eu estava bem ou se eu havia me machucado. Estava tudo silencioso, até eu sentir a presença de alguém entrando na ilha dos dragões. Olhei para Melequento e o vi cair no chão, ele havia dormido. Havia magia ali. Segurei a espada assim que ouvi alguém se aproximando.
- Um dia você vai ver sangue nessa espada, mas não será o meu. - Peter Pan apareceu numa trilha no qual eu havia passado horas antes. - Senti que precisava falar comigo. Na verdade, comigo não. Com Peter Pan.
- Quero que me diga toda a verdade, e que não me esconda nada.
- Aconteceu uma coisa muito parecida com a história que você conhece sobre nós. Sei que você conhece Once Upon A Time.
- Onde está querendo chegar, garoto?
- Eu não sou Peter Pan. Sou apenas um garoto da sua idade preso no corpo dele enquanto o mesmo se diverte enquanto está com o meu corpo.
- Eu não faço a mínima ideia do que está falando, mas sei que não é coisa boa. O que Peter Pan realmente é? - O garoto deu um meio sorriso e se aproximou.
- Um vilão. E você é a única pessoa que pode fazê-lo parar e perceber que pode concertar os seus erros. Você já fez isso, só precisa se lembrar.
- Você não está falando coisa com coisa. Se você não é Peter Pan, quem você é?
- Henry Mills.
Voice's Jayle
Quando eu ouvi o que Vany estava falando, achei que ela estava brincando. Mas ao pegar o papel de suas mãos e ver o que estava escrito naquilo, não consegui acreditar. Como alguém pode viver no Pólo? A encarei de olhos arregalados e a mesma tinha a mesma expressão.
- COMO ISSO É POSSÍVEL?
Gritei. Olho pro lado e vejo que o pai de Stéfane estava se acordando. Olhei para Vany e percebi que ela havia saído correndo, me deixando sozinha com aquele papel na mão. O vi se levantar da cama e me olhar um pouco curioso. Guardei os papeis em minha mochila antes que ele percebesse o que eu estava segurando.
- O que faz aqui? - Ele me perguntou. Procurei uma resposta em minha cabeça.
- Vim atrás da Stéfane, queria saber se ela já havia chegado.
- Olha ela não chegou, e nem sei se vai chegar. Agora desculpe a grosseria mas você terá que ir embora. Agora! - Assenti com a cabeça e fui para fora onde Vany estava me esperando encostada na parede.
- Obrigada por ter me deixado sozinha ali!
- De nada! Vou fazer mais vezes isso. - Revirei os olhos e olhei para o relógio de meu celular. Ai caramba! Já estava bem tarde e tínhamos que ir para a escola. Corri assim como Vany vez comigo, a deixando sem entender o motivo de eu estar correndo. Apontei para o relógio e a mesma se lembrou que ainda tínhamos aula. Ao chegar na escola não conseguimos mais entrar, pois já estava muito tarde.
Voice's Soluço
- Ele revelou! - Ouvi Elsa gritar. - Ele revelou!
Um vento forte vinha do norte, o que significava que Peter havia descoberto que encontramos a garota que irá salvar a todos. Vikings e guerreiros de outros lugares se juntavam. Era a hora de fazer Henry e Peter voltarem a ser quem eram antes. Mas infelizmente Henry fugiu e foi atrás de Stéfane. Uma nuvem de poeira se aproximava, era ele.
- Um mais um é igual a dois... - Vi Bocão se aproximar com uma caderneta nas mãos e um lápis anotando algo.
- Vai ficar fazendo continha enquanto um dos nossos maiores inimigos está vindo? - Perguntei um pouco irritado.
- Me desculpe mas este é o único momento livre que eu tenho para poder contar as minha ovelhas. - Ele me respondeu. Revirei os olhos e Jack se aproximou com prováveis más notícias.
- Tenho duas péssimas notícias. - Falou Jack. E todos olharam para ele preocupados. - Primeiro: as trevas estão se aproximando. E é melhor todos irem se preparando. E segundo: Não vou poder ficar, tenho que ir procurar mais ajuda.
- O QUÊ? - Gritou Astrid. - Você vai ir embora e nos deixar lutando sozinhos contra o Peter Pan? - Perguntou Astrid e Jack afirmou.
- Tudo bem, isso faz parte da profecia. - Ele assentiu.
- E bom vê-los de novo! - Virei-me e o vi. Ele estava com um capuz, mas dava para perceber o sorriso maléfico em seus lábios.
Voice's Vany
Já estava tarde, eu e a Jayle tínhamos que ir para a educação física. Me arrumei e fui até a casa de Jayle. Chamei ela umas três vezes e finalmente ela aparece com roupas incorretas para a educação física.
- Aleluia! Vamos logo se não chegamos atrasadas na física, já não fomos para a aula hoje por causa da Stéfane. - Falei impacientemente.
- Calma. - Falou ela enquanto trancava o portão. - Não sei se você percebeu mas... Eu sou apenas uma pessoa.
Revirei os olhos e segui Jayle até a porta da escola, no qual ficava em frente a nossa casa. Aquela coisa de Stéfane estar no Pólo me deixava nervosa. Mas o que ela foi fazer lá? E por qual motivo ela tem alergia a países no qual a temperatura não seja tão baixa quanto ao Pólo? Esses pensamentos vinham em minha mente a cada segundo que se passava. Eles só pararam quando Jayle segurou meu braço com força. A olhei e a vi apontar para o céu, uma nuvem preta se aproximava, e nela estava um homem, um homem no qual eu nunca tinha visto antes, me assustei.
- O que é aquilo? - Perguntei.
- Seja o que for, não é uma coisa boa. - Ela me respondeu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário