- Só tem um pequeno probleminha que pode arruinar a nossa viagem. - Stéfane disse quando estavam quase cruzando as barreiras mágicas. - Eu não faço a mínima ideia para onde ir.
- Não precisa se preocupar quanto a isso. Já fomos na sua casa uma vez e eu me recordo perfeitamente que caminho pegar. - Dente de Anzol acalmou a garota.
- Eu vou confiar em você, e é melhor não me decepcionar.
- Eu sou um Pesadelo Monstruoso minha cara, acha mesmo que eu vou decepcionar alguém? - O dragão esnobou-se. - Agora, nós só temos que ir seguindo Norte. Acho que você já deve saber, em uma das minhas viagens com Melequento, víamos você olhando para que caminho ir até o Polo. Afinal, o que você tanto procurava no Polo?
- O mais óbvio. A fabrica do Papai Noel. Eu pretendia fugir de casa e aparecer por lá, sabe, coisas de crianças que acreditam.
- Então você conhece a história? Não é a toa que te chamavam de louca por acreditar tanto em magia. Estávamos observando você desde que começou a acreditar, você sonhava em ser uma princesa, quem sabe isso não se realize um dia. - Banguela deu esperança a menina. Ela sorriu e abraçou o dragão.
- É, quem sabe um dia isso aconteça.
Enquanto os dragões e Stéfane voavam de volta para o Brasil, Soluço via os planos para acabar com as trevas afundarem no mar. A menina estava indo pra morte, se ela passasse mais que duas semanas os reinos mágicos teriam de dizer adeus aos seus felizes para sempre. O garoto colocou as mãos na cabeça e andou de um lado para o outro, procurando saber onde aquela garota louca havia se metido com seus dragões. Ele sentia que tudo aquilo era culpa sua. Ele já estava com a cabeça explodindo, foi então que lembrou-se do lugar mais óbvio.
- Ela está indo pra casa. - Disse Soluço para os outros.
- Pra casa? - Gritou Bocão. - Você contou a ela que ela só pode ficar lá pelo menos duas semanas, caso contrário ela parará de existir?
- É, eu contei. Mas acontece que ela é uma menina bastante teimosa e não quer me escutar. - Reclamou Soluço. - Eu não sei mais o que fazer.
- Soluço, temos más notícias. - Perna-de-Peixe falou assim que chegou na clareira. - E é sobre a Stéfane.
- Maravilha! Tudo agora é sobre a Stéfane, me diga, o que foi dessa vez?
- Como você já deve saber, ela fugiu com nossos dragões. - Começou Cabeça-Dura. - E isso nem é a melhor parte.
- O navio do Capitão Gancho está ancorado nas barreiras mágicas. - Por dentro Soluço estava enlouquecendo, mas por fora estava calmo. O viking saiu andando rumo a sua vila para pedir ajuda ao seu pai, eles estavam sem seus dragões e não tinham como ir atrás dela sem eles.
- O que você vai fazer? - Perguntou Astrid.
- Eu vou atrás dela antes que o Gancho a faça andar na prancha, aquele crocodilo ainda está na terra mágica. - Ele a respondeu.
A sua viagem para visitar seus pais não saiu como planejado. Stéfane estava começando a se acostumar a controlar aquele treco que o Soluço fez para Banguela começar a voar novamente. Mas infelizmente eles foram acertados por uma rede e caíram no convés de um navio. Era um navio um tanto diferente para ela, já que estava acostumada a ver navios mais modernos.
- Stéfane, cuidado! - Avisou Bafo quando viu um homem se aproximar e pegar a garota pelo seu casaco de pele, o mesmo que Soluço usava.
- Olha só o que temos aqui, uma viking. - O homem falou. Stéfane ao ver seu gancho percebeu que o homem era nada mais nada menos que o Capitão Gancho.
- Eu pensava que as mulheres vikings eram mais fortes. - Senhor Smee zombou da menina no qual sempre foi considerada gorda pra sociedade, agora estava sendo considerada um palito de dente.
- Deixe-a em paz Gancho! - Disse Banguela, mas infelizmente ele não entenderia seu aviso. O que era uma pena. - Não deixe ele saber que você fala dragonês. - Banguela disse a menina que ainda estava sendo segurada pelo casaco de pelo.
- O que vamos fazer com essa viking e esses dragões? - Perguntou Gancho a sua tripulação.
- Andar na prancha! - Todos responderam. Era a atração preferida dos piratas, ver almas inocentes andando na prancha. - Os dragões serão o almoço!
- O quê? Não! Não! - Stéfane gritou. - Se eu cair eu não vou morrer, eu sei nadar. - Stéfane disse na tentativa de fazer com que não a fizessem andar na prancha. - E esses dragões tem a carne venenosa. - Mentiu.
- Todas as pessoas que jogamos sabiam nadar minha cara viking, mas elas morriam por causa do crocodilo. - Gancho disse. - Infelizmente nadar não é a melhor opção que você tem.
- Mas quem sabe voar não seja a melhor opção?! - Ao virar-se, Gancho reencontrou o seu maior inimigo, Peter Pan. Stéfane colocou as mãos na cabeça, tudo aquilo ainda continuava sendo muito confuso. Agora só falta a Tinker Bell jogar pó de fada em mim e fazer-me voar. Pensou.
- Se você quiser eu posso fazer isso. - Stéfane levantou a cabeça e viu Tinker Bell ao seu lado, assim como os dragões, ela entendia as fadas. - Sim, você pode entender o que eu falo. Sei que você é a garota que todos os reinos mágicos estão falando. Agora, fique parada e tenha pensamentos felizes.
Antes que Stéfane pudesse falar algo, Tinker Bell jogou pó de fada na garota e a mesma começou a flutuar, escapando das mãos de Gancho. Quando conseguiu encostar a ponta dos seus pés novamente no chão, pegou uma faquinha que Stoico havia lhe dado para se proteger e cortou a corda que prendia os dragões.
- Por que você não pega alguém do seu tamanho? - Peter falou para Gancho.
- Eu não escolho pessoa por tamanho Peter, eu pego as pessoas que me interessam matar, e a garota deve ter um sangue prazeroso de se ver. - Ele levantou a sua mão, mas percebeu que no lugar da garota, estava um boneco de pano. Olhou para cima e a viu fugindo com os dragões.
- Parece que você não tem mais ninguém para matar. - Peter zombou.
- Carreguem os canhões! - Gancho ordenou a tripulação. Quando todos os canhões estavam carregados, começaram a atirar em Stéfane e os dragões. Stéfane parou quando viu os canhões vindo em sua direção.
- O que está fazendo? - Perguntaram todos a garota.
- Quando eu mandar atirar, vocês tem de atirar. - Peter ao ouvir a garota falar com os dragões percebeu que ela era a garota que salvaria o mundo da violência, maldade e escuridão.
- Já entendi! - Batatão se preparou, assim como os outros dragões. As balas de canhões se aproximavam muito rápido, mas o curioso era que ela sabia exatamente o que estava fazendo.
- Agora! - Ela gritou e os dragões atiraram suas bolas de fogo, destruindo as balas que vinham em sua direção. Não satisfeita Stéfane teve outra ideia. - Eu sempre quis destruir esse navio.
- Você vai destruir o Jolly Roger? - Perguntou Peter assustado.
- Até que não seria uma má ideia. Sem ele Capitão Gancho não é nada, então uma parte do que eu tenho que fazer será cumprida. - Ela sorriu para o garoto.
- Stéfane, você só sabe fazer loucuras! - Arroto disse para a garota e a mesma riu. - Bem, vamos logo acabar com isso!
Stéfane e os dragões se aproximaram do barco que estava se preparando para poder atirar novamente. Ao chegarem perto o suficiente, os dragões começaram a atirar no barco enquanto voavam ao seu redor. Peter achou aquilo engraçado e começou a rir de Gancho que olhava para eles com ódio. Os dragões pararam de atirar quando os tripulantes pulavam do barco por causa do fogo.
- Já vi que vou me dar bem com você. Acho que você já deve saber, meu nome é Peter!
- O meu é Stéfane. - Ele sorriu. - Agora eu tenho que voltar para Berk!
- Eu e Tinker Bell vamos acompanha-la, já faz um bom tempo que não visitamos os viking daquela ilha. - Os dragões comentavam entre si sobre a destruição que acabaram de fazer, eles haviam gostado da experiência de ter deixado Capitão Gancho sem o seu querido navio pirata.
- Maldição! Eu não vou descansar até ter a cabeça dessa garota pendurada em minha parede! - Gritou Gancho.
Em Berk, os vikings estavam preocupados com que o Capitão Gancho poderia fazer com Stéfane, mal eles sabiam que ela estariam se virando sozinha, ou melhor, com os dragões e com dois novos amigos. Stoico estava sentado com as mãos em sua cabeça, ele estava a criando como uma filha. Bocão estava preocupado com os dragões, especialmente com Stéfane.
- Isso é tudo minha culpa! - Lamentou Soluço.
- Não, não é. Nós vamos encontrá-la e tomar cuidado com o Capitão Gancho. - Astrid o consolou. Soluço iria falar algo, mas travou ao ver os dragões sãos e salvos junto com Stéfane, Peter e Tinker Bell. O mais impressionante era que Stéfane pilotava Banguela como se já tivesse feito isso várias vezes,
- Stéfane! - Perna-de-Peixe girou e foi correndo abraçá-la, quase a matando de tão apertado que era o abraço. - Você conseguiu ver a sua família?
- Infelizmente não, eu quase andei na prancha do Capitão Gancho. - Soluço se aproximou e a examinou com desespero, ele tinha medo dela estar machucada. - Calma Soluço! Eu não estou ferida!
- Como você conseguiu escapar? - Perguntou gritando um pouco, o que fez Stéfane rir.
- Eu tive ajuda do Peter, da Tinker e dos dragões. Nós botamos fogo no Jolly Roger. - Ao falar isso, os viking arregalaram os olhos e encaram a menina espantados. - O que foi gente?
- Como você fez isso?
- Os dragões me ajudaram. Bem, quando eu vou descobrir quem é o meu segundo treinador? - Perguntou a morena para tentar mudar de assunto.
- Agora! - Gritou Elsa, ou melhor dizendo, Sara. Uma parte dos olhos de Stéfane ficou azul, representando Jack e o resto ficou verde, representando o segundo treinador. Sua pele começou a ficar mais clara e sardas apareceram em suas bochechas.
- O segundo treinador é o Soluço! - Gritou Bocão.
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