– Pai?
Depois de muitas apresentações, Soluço finalmente levou Stéfane para casa. Ela ainda desconfiava da identidade do garoto e de vez em quando tentava puxar o seu cabelo garantindo que era uma peruca. Soluço tentou convencê-la cinco vezes de que tudo aquilo era real, mas ela simplesmente não acreditava em nada do que alguém falava ali.
– Soluço, eu estava mesmo procurando você meu filho. – Respondeu Stoico. – Breu descobriu que existe uma salvadora e está tentando juntar vários vilões para destruí-la, temos que encontra-la antes que..
– É sobre isso que eu queria falar, pai. Essa é Stéfane, e ela é a salvadora. Ela tem a chama verde.
– Ela? – Perguntou Stoico. – Mas é tão baixinha...
– Mai um pra minha coleção. – Disse Stéfane. – Olha, eu estou adorando tudo isso mas eu acho melhor pararem. Eu não quero me decepcionar quando eu me tocar que tudo isso aqui é só coisa da minha cabeça mais uma vez.
– Ela ainda não acredita? – Stoico sussurrou no ouvido.
– Não e parece que vai ser bem difícil convencê-la de que tudo isso aqui é real.
– Então faça o que puder pra fazer ela acreditar.
– Eu descobri que tinha uma doença, e agora eu tenho que ir para o Polo. – Confessou a menina.
– Na realidade, você está bem do lado do Polo. E isso tecnicamente não é uma doença.
– Como não? O que você sabe?
– Eu sei que agora você faz parte desse mundo e só pode passar cerca de duas semanas no mundo real, caso contrário, você desaparece.
– Preciso de provas.
– E você vai ter.
Parada no meio da academia de dragões, Stéfane esperava impaciente as suas provas de que tudo aquilo era real. Sem que ela percebesse, Banguela aproximou-se da garota, já que tinha que vigiá-la. Ela estava com os braços cruzados e bufando, lá estava num tédio total. Sentiu uma respiração do seu lado e assustou-se ao ver Banguela quase em cima dela. Ele lambou a garota e deitou a cabeça sobre o seu colo.
– Você. – Ela disse. Stéfane tocou devagar a cabeça de Banguela e sentiu suas escamas. – Você é real!
– Eu sempre fui real. – Banguela a respondeu. Stéfane deu um pulo ao ouvir o dragão e temia que estivesse sendo enganada, ela queria que aquilo fosse real. – É, você é a única humana que pode me entender, e para mim, isso é bom.
– Você fala?
– Na verdade não. Mas como você é diferente das outras pessoas, você é capaz de ouvir os animais e sentir o que quando eles precisam de você.
– Isso é maluquice! Eu não posso estar falando com um dragão.
– Quem disse que não pode? A prova de que tudo isso é real está bem na sua frente. Você tocou em mim e viu que eu sou de verdade, você sabe agora que tudo isso é real, você só tem que aceitar que isso está acontecendo com você.
– Mas porque eu? Porque não outra pessoa?
– Por que você é única, Stéfane. Sabe quantas pessoas tem a imaginação tão fértil como a sua? Nenhuma, pois você é única.
– Banguela, me responde uma coisa. Quando eu fizer tudo o que vocês quiserem, eu vou poder voltar pra casa? – Antes que o fúria d anoite pudesse responder, Soluço entrou na academia acompanhado de Jack e uma garota loira.
– Aqui está a prova. Esses são Jack e esta é Sara. No filme o nome dela foi mudado para Elsa, mas não podemos fazer nada quando as pessoas criam pessoas idênticas a nós.
– E-eu acredito. – Gaguejou.
– Como? Você acredita que tudo isso é real?
– Você é realmente Soluço e, você é realmente o Jack. Como posso resumir o que estou sentindo agora?
– Diga que está louca para me ver trazendo uma nevasca para Berk. – Jack brincou a fazendo rir.
– Mas por qual motivo eu estou aqui?
– Vamos conversar num lugar mais reservado sobre isso. Soluço, chame os outros treinadores de Dragões, Jack, chame os Guardiões. Nós vamos para o Japão.
– Mas o Japão não é um lugar reservado, Elsa, não, Sara.
– Eu conheço uma feiticeira que mora lá. Ela pode nos ajudar a saber o que temos que fazer e qual é o seu destino Stéfane.
– Eu só quero que você me responda uma coisa, Stéfane. – Soluço falou.
– Está preparada para qualquer coisa que pode acontecer? – Stéfane ficou confusa um pouco.0 – Quero dizer que se algo acontecer, você vai ser forte?
– Eu tentarei.
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