6 de abr. de 2014

Past Memories - Conto 01: Só podem estar brincando!

A tempestade era forte, e fazia com que o barco da garota quase afundasse. Ela temia o pior acontecer, ela temia que morreria antes de chegar ao polo. Estava fraca demais, a sua ‘doença’ já estava tomando conta de todo o seu corpo. Ela deitou sobre o piso molhado do barco e fechou os olhos, rezando para que quando acordasse tudo não passaria de mais um pesadelo.
Fazia cerca de duas semanas que a menina havia descoberto o motivo de estar cada vez mais fraca. Depois de muito insistir, o médico conseguiu convencer seus pais a deixarem-na ir para o polo, embora fosse loucura. Ela estava morrendo e esse foi mais um dos motivos de seus pais terem a deixado partir. Suas lágrimas caíam enquanto o seu pequeno barco quebrava por conta das grandes ondas. Eu queria poder dizer que ela viu o portal do mundo mágico, mas ela não viu.
Numa ilha, próxima do polo, se encontrava um grupo de amigos. Ambos procuravam algo na praia, algo não, alguém. Eles sabiam da chegada de Stéfane, sabiam do que ela era capaz. Seus dragões conseguiam sentir a força vital da garota, ambos tinham um contato muito forte. Se a garota não fosse diferente, ela nunca teria chegado ali. Mas sua imaginação era tão fértil que o mundo mágico precisou dela para salvar os dois mundos das trevas.
Ela dormia quando várias fadas, elfos e outros a deram um poder. Não só um, vários. Ela podia fazer qualquer coisa. Quando os elementos de juntaram, transformaram-se em uma chama, já que o elemento mais poderoso era a chama do dragão. Assim não ficou sendo só a chama do dragão, se tornou a chama da salvação.
– Você tem certeza que ela está nesta praia Soluço? – Perguntou Astrid.
– Eu não. – Ele confessou. – Mas os dragões tem. Você sabe da ligação de ambos.
– Sim eu sei.
– Vai me dizer que só aquela chamazinha verde fez com que ela e os dragões tivessem uma ligação? Ah me conta outra Soluço! – Reclamou Melequento. – Coisas desse tipo não existem.
– Se você não percebeu, estamos no mundo mágico, e aqui tudo é possível. – Retrucou Soluço. Ele olhou para o mar e ficou pensando se a salvadora estava bem, já que a tempestade foi provocada a mandado dele. O barco dela estava indo na direção errada, e ele tinha que fazer alguma coisa para trazê-la na direção certa.
– Ei, o que têm de errado com você? – Perguntou Melequento à Dente de Anzol.
– Ele a encontrou! – Exclamou Perna-de-Peixe.
– Eu disse que eles iriam a encontrar.
Soluço e os outros seguiram o dragão que corria como se estivesse vendo a coisa mais maravilhosa do mundo. Pararam um pouco distante da vila e viram destroços de barco. Soluço ficou preocupado, já que a tempestade havia sido muito forte. Ele pediu para que os irmãos Cabeças tirassem os destroços que provavelmente estariam em cima de algo. Ao tirarem virão a menina no qual foi destinada a salvar os dois mundos.
– Ela ainda está viva. – Disse Astrid. – Soluço nós temos que arranjar um lugar para ela ficar.
– Ela vai ficar na minha casa. – Soluço respondeu. – Alguém sabe o nome dela?
– Pelo livro que o Jack nos deu, o nome dela é Stéfane e na terra dela tem treze anos.
– Mas aqui não é a terra dela Perna-de-Peixe. – Melequento interrompeu perna de peixe.
– Eu sei. Mas aqui ela tem quinze anos, a mesma idade que você Soluço. O que tudo indica é que ela vai crescer durante o primeiro mês que estiver aqui, até ter a forma de uma adolescente de quinze anos.
– E se ela sentir saudade de casa? O que a gente faz? – Perguntou Cabeça-Dura.
– Ouvi dizer que lá as pessoas quebram as coisas quando estão zangadas, a gente podia quebrar e isso a alegraria. – Respondeu Cabeça-Quente.
– Não. A gente via ter que fazer ela se sentir em casa. – Soluço colocou a mão no queixo e ficou pensando numa forma de fazê-la se sentir em casa. Mas seus pensamentos foram interrompidos ao ver Stéfane se mexer.
– Ela está acordando! – Gritou Perna-de-Peixe.
– Eu vi. – Disse Soluço. – Ele se aproximou dela, e a chamou. – É... Stéfane?
– Tá frio deixa eu ficar em casa mamãe. – Ela respondeu. Soluço e os outros se entreolharam confusos.
– Eu tenho duas péssimas notícias pra você. Eu não sou a sua mãe e você está muito longe de casa. – A menina foi aos poucos se levantando e bocejou antes de abrir os olhos. Ao abrir assustou-se ao ver pessoas estranhas a encarando. – Oi. Tudo bem?
– Podem levar tudo o que tenho. Só me deixem viva por favor. – Ela implorou, achando que eram bandidos.
– Oquê? Não viemos assalta-la. – Garantiu Soluço.
– Como posso saber se estão falando a verdade?
– Somos os mocinhos, e os mocinhos não mentem. Bom, pelo menos para o mal não. – Disse Melequento.
– Mocinhos? Do que vocês estão falando? – Ela olhou bem para cada um. – Vocês me parecem familiares.
– Eu sou a Astrid e você está em Berk. – Stéfane começou a rir. – Qual é a graça?
– Você é a Astrid e eu estou em Berk? Embora eu quisesse que isso acontecesse seria impossível. Infelizmente vocês são apenas personagens de desenho.
– É o que todo mundo pensa. – Soluçou bufou. – Vem, vou lhe apresentar o meu pai. O nome dele é..
– Stoico, o imenso. Eu sei eu assisto Como Treinar o Seu Dragão.
– Ótimo, então você já sabe a nossa história. – Soluço sorriu.
– Mas sinceramente eu acho que vocês estão fazendo uma pegadinha comigo. Mas é claro! Como eu não pensei nisso antes? Vocês devem ser a minha vizinhança idiota que me julga por acreditar em contos de fadas e estão tentando me fazer de besta. Podem tirar essa maquiagem pois isso não vai adiantar nem um pouco.
– Olha, você acredita se você quiser. Mas você acha mesmo que os seus vizinhos iriam fazer dragões tão perfeitos como esses? – Disse Melequento.
– Não vou discutir. Mas eu quero provas. Se vocês são mesmo Soluço, Astrid, Melequento, Perna-de-Peixe e os outros demais, deve existir o Jack Frost, então eu quero vê-lo fazendo nevar.
– Sem problemas. Amanhã ele vai dar uma passada aqui para ver se nós te encontramos e ele quer muito conhecer você. – Disse Soluço.
– E eu aposto como você e a Sara irão se dar bem. Ela pensava a mesmo coisa que você, mesmo sabendo que era do mundo dos contos de fadas.
– Bem, chega de conversa. Meu pai tem que saber que encontramos você. – Soluço montou em Banguela e estendeu a mão para Stéfane a pegar.
– Eu não sei se deveria.
– Vamos confie em mim. Ele não vai morder você e em breve você vai entender o motivo. – Banguela a olhou e tentou dar um sorriso para Stéfane. Ela riu.
– Okay. Mas só esta vez.
– Não importa pois eu sei que você vai querer voar com o Banguela de novo.
– Eu aposto que não.

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