- Prólogo
Stéfane *
Era a primeira vez que andava de navio, e devo admitir que a sensação de senti-lo balançando algumas vezes não é nada boa. Segurava minha boca para não poder vomitar, minha pele morena, por incrível que pareça ficou verde. Tentei pensar em comida, a minha especialidade. Mas não adiantou, pensar em comida só fez com que a vontade de vomitar aumentasse. Continuei caminhando até o quarto, provavelmente Mayra e Geovana estariam lá para me fazer contar histórias. Mayra, mesmo tendo a minha idade adorava contos de fadas, e Geovana com doze anos era a que mais se empolgava. Um dia, ela jurou que queria se casar com o Sandman. Entrei no quarto e vi as duas comendo pipoca e assistindo a Origem dos Guardiões pela segunda vez hoje. Elas não cansam! Ao me perceberem, deram pausa no filme e correram em minha direção.
- Qual vai ser a história de hoje, Stéfane? Por favor, conta novamente a história em que o Jack derrota o capitão gancho. - Geovana pegou um ursinho e começou a abrasá-lo bem forte.
- Geovana, este é o Peter Pan. O Jack lutou com o Breu. Pois quem derrotou não foi ele, foi o Sandman. Qual história vocês desejam hoje? Eu descobri uma do Jack e adoraria contar para vocês. - Os olhos das duas brilharam e vieram para mais perto.
- Pois conte, Wendy da vida real! - Mayra comentou. - Qual foi a aventura que o picolé fez dessa vez?
- Jack estava levando o inverno para o mundo, como de costume. Mas o que ele não sabia era que quando ele chegasse em seu destino uma armadilha estava o esperando. Breu junto com os demais vilões dos contos se juntaram para pegar o Jack, assim como também pegariam os outros e destruiria a magia na Terra. Jack, por mais esperto que seja, caiu na armadilha. Mas todos esqueceram de um pequeno detalhe.
- Qual detalhe? - Geovana me interrompeu.
- As bruxas esqueceram de por magia negra na jaula. Quando ele percebeu, congelou toda a jaula e logo em seguida a destruindo. Ele conseguiu invocar o vento e fugir, mas Breu disse que queria vingança dos Guardiões.
- Essa é a história? - Mayra reclamou.
- Posso terminar de contar? - Ela assentiu. - Enquanto Jack e os Guardiões faziam seu trabalho. Os vilões estavam no covil de Breu, ambos tentando desvendar o futuro. E para a surpresa de todos, eles descobriram que uma nova Guardiã surgiria. Esta, seria diferente de todos os outros. Seria sensível como uma pétala de rosa, e o poder dela, o poder dela seria o maior medo dela. E o mais incrível, ela não morreu como todos os outros, sua transformação aconteceu quando ela ainda estava viva.
- Você sabe dizer qual é o poder dela?
- Infelizmente não. Mas à hipóteses de que ela possua o mesmo poder de Jack.
- Eu só quero ver no que vai dar. Certamente o Jack ainda vai dar uns pegas nessa menina. Isso se ele não quiser fazer.. - Tampei os ouvidos de Geovana e olhei para Mayra.
- Isso é coisa que se diga na frende de uma menina de doze anos? - Ela riu.
- O que foi? Você sabe muito bem que ela já sabe como é reprodução humana. Ela está estudando isso na escola.
- Pode até saber, mas ela vai continuar sendo o meu bebê! - Geovana bufou. - Agora vão para suas camas dormir! Amanhã nós vamos se divertir na piscina.
- Prefiro o lago congelado! - Mayra disse.
Jack *
Todos os personagens dos contos de fadas estão em perigo. Com todos os vilões juntos, temos que ter mais cuidado. Faz alguns anos que os demais apareceram aqui no Polo Norte, as pessoas os julgavam por serem diferentes sem ao menos saberem o que eles realmente são. Os que mais sofrem são aqueles que tem poderes mágicos. Quando suas transformações estão completas, eles deixam de ser visíveis para as pessoas. De uns tempos para cá uma caçada começou, a caçada contra eles. A verdade é que eles eram pessoas comuns, mas nasceram com algo de diferente. Os humanos criavam personagens de contos de fadas e as pessoas que nasciam com essa coisa especial começava a se tornar o personagem criado, dando vida ao personagem. E o que todos pensam ser um conto de fadas, na verdade é real. E assim como os guardiões, eles são escolhidos pelo Homem da Lua. O mesmo é com os vilões.
- Jack, precisamos de mais um estábulo. Parece que as galinhas estão se estranhando com os patos. - Virei-me para atrás e encontrei Soluço e Banguela. Sorri.
- Vou pedir para o Norte manda os Yetis construir mais um estábulo. - Soluço assentiu.
- Jack, precisamos de uma reforma na pista de corrida. Acidentalmente o Ralph quebrou a ponte de mentos e o lago de coca-cola destruiu o resto que tinha dela. - Dessa vez foi Vanellope. Coloquei-a em meu braço e levei até a sala do globo.
- Já tentou falar como Félix sobre ele consertar isso? - Ela negou. - Talvez ele possa ajudar com isso.
O Polo Norte era grande o suficiente para fazermos um lugar no qual continha todos os lugares que as pessoas inventaram para seus personagens. No Polo, ficava somente personagens de animação e livros, no Polo Sul ficava personagens de novela e filmes. Ambos tinham uma rixa, e não suportavam-se. Mas talvez um dia isso acabe e Polo Norte e Sul poderão viver em paz. Um portal se abriu e de lá saiu Norte, uma garota, um boneco de neve e mais uma pessoa e animal no qual não consegui identificar.
- Foi difícil convencer essa garota a vir. - Norte reclamou. - Você vai morar aqui a partir de agora, todos vocês.
- Hum.. Então é para cá que todos nós vamos vir um dia? - Perguntou o boneco de neve. - Interessante!
- Então foi para isso aquela transformação toda? Eu virei uma pessoa em que as pessoas só podem me ver se acreditarem em mim? - A garota reclamou. - E qual é o nome que recebi?
- Anna. - Norte afirmou. - Mas o estranho é que a garota escolhida para ser a sua irmã ainda não deu sinal de vida. Tenho medo de que Breu a tenha pegado, o poder dela não pode ir para as trevas. - Norte disse espantado.
- Ei, calma vovô! Mas o que essa garota tem de tão importante então? - Perguntei e rindo por chamá-lo de vovô.
- Como na história ela não sabe controlar os poderes, ela não vai controlar aqui. E isso pode ser um perigo para o mundo. Se ela não aprender a controlar os poderes, Breu vai descobrir ela e vai querer levá-la para as trevas e conseguir destruir.. você. - Ele apontou para mim. - Para a sua infelicidade ela é a única que pode acabar com você, o poder dela é um pouquinho mais forte. E para ser pior, o mundo entrará em desespero.
- Que poder ela tem que é capaz de me derrotar assim tão fácil? Fogo?
- Não, Ela tem o mesmo poder que você tem, Jack. E a sua obrigação é ensiná-la a controlá-lo e mantê-la longe de Breu.
Stéfane *
Já se faziam três dias que eu e minha família estávamos naquele navio. Quando voltarmos para casa, ajudarei a escola a terminar os preparativos para a festa do natal. As meninas já estavam no restaurante com os outros, e eu estava a caminho. Bem, eu acreditava nos Guardiões, embora eu nunca tenha os vistos. Mas eu sentia que mesmo não os vendo, eles estariam protegendo a mim e as minhas primas. Eu jogava Zombie Tsunami em meu celular quando fui agarrada. A pessoa tampava a minha boca com as mãos, me impedindo de gritar. E, quando me soltaram, vi Lucas e Leonardo. O que eles estavam fazendo aqui?
- Acha que eu não me esqueci do dia em que você me dedurou por estar colando na prova? - Lucas disse. - Agora você vai sentir o sabor da vingança. - Dei um tapa em seu rosto e tentei fugir, mas eles haviam me pegado e não me deixavam ir embora.
- Me deixa em paz! Eu não tenho nada pra falar com você.
- Não pense que essa viagem vai ser a melhor da sua vida, Stéfane. Eu ainda vou fazer dê-la se tornar a pior da sua vida. - Ele deu um sorriso maldoso e me soltou.
Ignorei seu comentário e continuei andando come se nada houvesse acontecido. Fui para o restaurante e ao chegar, a comida já estava sendo servida. Me sentei e coloquei em meu prato um pedaço de lasanha e outro pedaço de escondidinho de carne. Senti o cheiro invadir minhas narinas e minha barriga roncar, comecei a comer e conversava com todos da minha família.
O dia foi um pouco tedioso e chato. Já estava de noite e eu andava de camisola para todos os lugares daquele navio. Ouvi um grito e corri para ver o que estava acontecendo. Senti raiva invadir meu corpo quando vi Leonardo segurando Geovana e prestes a derrubá-la no mar. Ela gritou pedindo por ajuda e Lucas começou a rir de seu desespero.
- Eu sou uma pessoa bastante vingativa, Stéfane. E, afinal, eu nunca gostei de você ou de sua família. Acho que não sentiriam falta de uma passageira a menos. - Lucas pegou Geovana e a jogou no mar. A sorte que eu tinha era que o navio estava parado na costa de Malibu para as pessoas visitarem a cidade. Ele começou a rir e senti vontade de matá-lo.
- Seu idiota! Ela não sabe nadar!
- E o que eu tenho haver com isso? Uma pessoa a menos disputando pelo ar que eu respiro.
Eu pulei na água e percebi que era bastante fundo. Eu sabia nadar, mas não era experiente. Estava disposta a salvar a vida Geovana. Nadei para baixo e a encontrei desmaiada e presa em algas marinhas. Tentei arrancá-las com a mão, mas não estavam funcionando. Lembrei de uma faquinha que meu pai havia me dado para mim me proteger e cortei as partes que estavam a prendendo. Vi ela abrir os olhos e olhar para mim. A segurei pela cintura e nadei com ela até a superfície. Foi difícil. Geovana era muito pesada, mas conseguimos chegar a superfície. Eu a abracei e a mandei subir por uma escada que tinha no navio. Ela subiu, mas na hora em que eu estava subindo senti uma dor de cabeça e uma voz dizia algumas palavras. Elsa, tente controlar o seu poder o mais rápido possível. Agora, você deixará de ser Stéfane e se transformará em Elsa. Boa sorte com a sua nova vida! Eu consegui subir e ao pisar no chão, Geovana estava abraçada com seu pai que havia visto ela ser jogada. Eu apenas me lembro de meus pais me perguntarem se eu estava bem e desmaiar nos braços de minha mãe.
- Que poder ela tem que é capaz de me derrotar assim tão fácil? Fogo?
- Não, Ela tem o mesmo poder que você tem, Jack. E a sua obrigação é ensiná-la a controlá-lo e mantê-la longe de Breu.
Stéfane *
Já se faziam três dias que eu e minha família estávamos naquele navio. Quando voltarmos para casa, ajudarei a escola a terminar os preparativos para a festa do natal. As meninas já estavam no restaurante com os outros, e eu estava a caminho. Bem, eu acreditava nos Guardiões, embora eu nunca tenha os vistos. Mas eu sentia que mesmo não os vendo, eles estariam protegendo a mim e as minhas primas. Eu jogava Zombie Tsunami em meu celular quando fui agarrada. A pessoa tampava a minha boca com as mãos, me impedindo de gritar. E, quando me soltaram, vi Lucas e Leonardo. O que eles estavam fazendo aqui?
- Acha que eu não me esqueci do dia em que você me dedurou por estar colando na prova? - Lucas disse. - Agora você vai sentir o sabor da vingança. - Dei um tapa em seu rosto e tentei fugir, mas eles haviam me pegado e não me deixavam ir embora.
- Me deixa em paz! Eu não tenho nada pra falar com você.
- Não pense que essa viagem vai ser a melhor da sua vida, Stéfane. Eu ainda vou fazer dê-la se tornar a pior da sua vida. - Ele deu um sorriso maldoso e me soltou.
Ignorei seu comentário e continuei andando come se nada houvesse acontecido. Fui para o restaurante e ao chegar, a comida já estava sendo servida. Me sentei e coloquei em meu prato um pedaço de lasanha e outro pedaço de escondidinho de carne. Senti o cheiro invadir minhas narinas e minha barriga roncar, comecei a comer e conversava com todos da minha família.
O dia foi um pouco tedioso e chato. Já estava de noite e eu andava de camisola para todos os lugares daquele navio. Ouvi um grito e corri para ver o que estava acontecendo. Senti raiva invadir meu corpo quando vi Leonardo segurando Geovana e prestes a derrubá-la no mar. Ela gritou pedindo por ajuda e Lucas começou a rir de seu desespero.
- Eu sou uma pessoa bastante vingativa, Stéfane. E, afinal, eu nunca gostei de você ou de sua família. Acho que não sentiriam falta de uma passageira a menos. - Lucas pegou Geovana e a jogou no mar. A sorte que eu tinha era que o navio estava parado na costa de Malibu para as pessoas visitarem a cidade. Ele começou a rir e senti vontade de matá-lo.
- Seu idiota! Ela não sabe nadar!
- E o que eu tenho haver com isso? Uma pessoa a menos disputando pelo ar que eu respiro.
Eu pulei na água e percebi que era bastante fundo. Eu sabia nadar, mas não era experiente. Estava disposta a salvar a vida Geovana. Nadei para baixo e a encontrei desmaiada e presa em algas marinhas. Tentei arrancá-las com a mão, mas não estavam funcionando. Lembrei de uma faquinha que meu pai havia me dado para mim me proteger e cortei as partes que estavam a prendendo. Vi ela abrir os olhos e olhar para mim. A segurei pela cintura e nadei com ela até a superfície. Foi difícil. Geovana era muito pesada, mas conseguimos chegar a superfície. Eu a abracei e a mandei subir por uma escada que tinha no navio. Ela subiu, mas na hora em que eu estava subindo senti uma dor de cabeça e uma voz dizia algumas palavras. Elsa, tente controlar o seu poder o mais rápido possível. Agora, você deixará de ser Stéfane e se transformará em Elsa. Boa sorte com a sua nova vida! Eu consegui subir e ao pisar no chão, Geovana estava abraçada com seu pai que havia visto ela ser jogada. Eu apenas me lembro de meus pais me perguntarem se eu estava bem e desmaiar nos braços de minha mãe.
Bem, a história realmente vai começar no próximo capítulo E eu creio que será bem diferente das fanfics com o Jack e a Elsa. Eu espero que vocês estejam gostando da fanfic tanto quanto eu estou gostando de escrever.
Perfeita!
ResponderExcluirValeu!
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